Mais turistas brasileiros, russos e chineses deverão chegar a Portugal este ano

Mais de dois terços dos inquiridos num barómetro sobre turismo calculam que as receitas vão cair em 2013.

O nível de confiança dos agentes turísticos baixou em 2012 Miguel Manso

Empresários, agentes e especialistas do sector do turismo acreditam que o Brasil, a Rússia e a China serão os países que mais vão crescer enquanto mercados emissores para o turismo nacional em 2013, mostra o barómetro Academia do Turismo, divulgado nesta segunda-feira.

As perspectivas do sector são, no global, mais negativas para este ano. Tanto em relação ao turismo dos residentes como a alguns dos mercados que mais contribuem para o turismo português – como o espanhol e o francês – a previsão dos inquiridos é que 2013 vai ser um ano pior do que 2012.

Dos 93 inquiridos que responderam a este barómetro sobre os “resultados globais” do turismo em 2013, 43,6% acreditam que este ano vai ser “pior” do que 2012; 7,4% consideram que será “muito pior”; há ainda 13,8% que prevêem um ano “melhor”, mas ninguém diz que será um ano “muito melhor”.

O nível de confiança dos inquiridos tem, aliás, vindo a baixar. Das quatro vezes em que foram questionados ao longo do ano passado, só em Abril se registou uma melhoria no indicador. Em Novembro, o índice de confiança situava-se em 55,9 pontos (numa escala de zero a 100), ou seja, estava no valor mais baixo desde Maio de 2010.

Mais de dois terços dos inquiridos calculam que as receitas do sector vão cair em 2013, já que “a conjuntura económica e as medidas de austeridade recentemente impostas condicionam os períodos de descanso e o orçamento dos turistas”, explica-se numa nota do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), que realizou este barómetro.

Ao contrário destes 70% que prevêem uma quebra nas receitas, há 16,7% que apontam para montantes idênticos aos de 2012, enquanto 13,3% antecipam um ano de receitas melhor.

Quanto ao número de dormidas, são mais os que acreditam num ano igual ao de 2012 (41,5%), enquanto 36% dizem que será pior e 22,5% que será melhor. Em relação ao número de hóspedes, a maioria (52,8%) aponta para um ano igual; 24,7% pensam que haverá menos hóspedes e 22,5% que haverá mais.

O painel de inquiridos é constituído por elementos de autarquias, institutos públicos, universidades, agências de turismo e outros.

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