Assembleia geral da CGD suspensa sem eleger novos administradores

Não foi apresentada à reunião magna a equipa completa da nova gestão do banco público

A assembleia geral da Caixa Geral de Depósitos, que se realizou esta sexta-feira em Lisboa, terminou sem que fosse eleita a nova administração. O facto de não ter sido apresentada a equipa completa de gestores que vai gerir o banco público, inviabilizou a votação.

A reunião magna deveria eleger um novo chairman (presidente não executivo) e três administradores. Mas apenas foram formalizados os nomes de Álvaro Nascimento, para a liderança não executiva, e de Ana Cristina Leal, alto quadro do Banco de Portugal, para administradora da CGD. Estes dois economistas já tinham recebido parecer positivo da Comissão para o Recrutamento e Selecção para a Administração Pública.

No entanto, ficou sem propostas o preenchimento das duas outras vagas, embora, apurou o PÚBLICO, Maria João Carioca, da SIBS, tenha sido convidada e tenha aceitado.

Sem equipa completa, a assembleia recebeu do representante do Estado (accionista único da instituição) a carta de missão em que o Governo insta o banco público a assumir uma clara orientação de apoio na concessão de crédito às pequenas e médias empresas.

Ainda não há nova data para a continuação dos trabalhos, tudo dependendo do avanço no processo de escolha dos novos administradores, que está a ser conduzido pelo ministro das Finanças (Vítor Gaspar) e pelo governador do Banco de Portugal (Carlos Costa). 

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