Arménio Carlos defende fim das PPP

Arménio Carlos: “Queremos dizer ao senhor primeiro-ministro que a palavra é para cumprir"

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, defendeu hoje, na Covilhã, o fim das Parcerias Público-Privadas (PPP), por considerar que estão a gastar “milhares de milhões de euros” ao Estado.

“Tem que se acabar com as PPP porque aqui é que o Estado está a gastar milhares de milhões de euros para financiar o sector privado”, declarou Arménio Carlos na Covilhã, durante a passagem da “Marcha do Desemprego” por aquela cidade do distrito de Castelo Branco.

Arménio Carlos considerou “inadmissível” que com o dinheiro dos impostos o Governo “esteja a criar ou a manter PPP para que sejam os privados a tirarem os respectivos lucros”.

Observou que “isto não dá” e a CGTP-IN irá “apresentar propostas” e vai “demonstrar que o caminho é outro, que há outras saídas e que há outras possibilidades” para resolver os problemas do país.

O líder da CGTP-IN também frisou a necessidade de responsabilizar o Governo pela situação em que o país se encontra e por o primeiro-ministro não ter cumprido as promessas que fez ao eleitorado.

Em relação às medidas de austeridade, observou que em vez de um pacote existe “um pacotão de austeridade, um pacotão de sacrifícios, mas sempre dirigidos para os mesmos, para aqueles que criam riqueza, que produzem, que desenvolvem” o país.

“Queremos dizer ao senhor primeiro-ministro que a palavra é para cumprir. Neste país ainda existe honra e o senhor primeiro-ministro não está a cumprir, pelo contrário, enganou, mentiu aos portugueses”, afirmou.

Acrescentou que também Paulo Portas “tem de responder perante os portugueses”, por ter dito, “com pompa e circunstância, que o CDS jamais em tempo algum iria aceitar” o aumento dos impostos.

“Agora queremos ver se o CDS aceita e é cúmplice e está ou não nessa onda do aumento de impostos, ou se o senhor Paulo Portas tem um pouco de vergonha na cara e ele e o senhor Passos Coelho pura e simplesmente pedem desculpa aos portugueses”, afirmou.

No final da marcha realizada na Covilhã, com a presença de várias dezenas de desempregados, Arménio Carlos desafiou o primeiro-ministro a sair do seu gabinete e a “ouvir o povo” e os seus problemas.

“Este Governo é um Governo que está descredibilizado e todos os dias por onde passamos, o que ouvimos dizer é que já está na hora de se ir embora”, afirmou.

Luís Garra, dirigente da União dos Sindicatos de Castelo Branco, disse à Lusa que o distrito já ultrapassou “a barreira dos 13.400 desempregados” registados nos centros de emprego.

“Isto é uma calamidade social e é preciso travar isto, porque está associada à destruição do tecido económico e do aparelho produtivo”, disse.

Durante a “Marcha do Desemprego” os participantes empunhavam cartazes e bandeiras e gritavam várias palavras de ordem como “trabalho sim, desemprego não!”, “é preciso, é urgente, uma política diferente!” e “está na hora de o Governo ir embora”.



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