O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, disse hoje que o país precisa de se preocupar mais com a economia do que com as finanças.
“Temos de ter mais ministro da Economia, temos de mudar da página financeira para a página da economia”, afirmou.
Comentando, em Amarante, a instabilidade que se discutia, na segunda-feira, em torno da possível saída de Álvaro Santos Pereira do Ministério da Economia, o líder da CIP disse que, se tal tivesse ocorrido, geraria “alguma perturbação governativa”.
“Hoje é fundamental que em Portugal tenhamos estabilidade social e governativa, porque em estabilidade e em diálogo social e estruturado resolveremos os nossos problemas”, afirmou, acrescentando: “Qualquer instabilidade, venha ela do Governo ou da parte social, só vem agudizar os nossos problemas”.
Para António Saraiva, a saída do Governo de Álvaro Santos Pereira, “felizmente”, não se verificou.
“Temos ministro da Economia”, exclamou, recomendando, no entanto, que Álvaro Santos Pereira “tem de começar a aparecer mais e lançar medidas para a economia”.
O presidente da CIP disse estar hoje mais optimista do que há algumas semanas, admitindo que as linhas de financiamento às empresas anunciadas pelo Governo, no âmbito do QREN, vão ajudar à recuperação da economia portuguesa.
“Essas linhas de apoio dão hoje uma perspectiva para estar mais esperançado que será possível encontrar financiamento para as empresas”, afirmou.
António Saraiva falava, em Amarante, à margem de um fórum sobre competitividade e internacionalização da indústria metalomecânica.
A propósito, enalteceu o esforço dos empresários do sector no sentido da modernização. Para o líder da CIP, os sectores tradicionais da indústria, como o têxtil, o calçado e o mobiliário, que predominam na região do Tâmega e do Sousa, constituem um bom exemplo de como o país pode recuperar com base na modernização do tecido empresarial.
“O país tem solução, o caminho é estreito e difícil, mas é possível sairmos daqui”, afirmou.
Para o encerramento do fórum estava anunciada a presença do secretário de Estado Adjunto da Economia e Inovação, António Almeida Henriques, que acabou por não se confirmar.

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