O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, disse nesta quinta-feira que a "baixa substancial de IRC" é necessária para que haja "mais competitividade fiscal", embora não tenha garantido a redução desse imposto sobre as empresas seja reduzido ainda em 2013.
Alegando que há uma comissão a elaborar um relatório para o Governo, o ministro não se quis comprometer com datas para aplicar esta medida.
Álvaro Santos Pereira considerou "fundamental cortar na burocracia, simplificar procedimentos", sublinhando que "o Estado não pode ser mais um empecilho ao desenvolvimento empresarial" e ao "desenvolvimento regional e à competitividade da economia".
Sobre o "memorando do crescimento", o ministro disse que há medidas que já avançaram, como o IVA de caixa ou descida adicional de 50% da taxa de utilização portuária.
"Estamos também a trabalhar com os parceiros sociais e com os partidos políticos para identificarmos as medidas que são mais urgentes, que devam avançar mais rapidamente por forma a estimular a economia a curto prazo, mas também dar sustentabilidade ao crescimento.
Sobre a questão do financiamento das empresas, Álvaro Santos Pereira disse que muitas delas estão "muito endividadas".
Por isso, "temos de melhorar o acesso das PME [pequenas e médias empresas] ao mercado de capitais, aumentar o financiamento das nossas empresas, quer através da constituição de uma instituição financeira de desenvolvimento ou especializada, quer através da utilização da Caixa Geral de Depósitos para liderar a concessão de crédito à economia".
O ministro falava na assinatura do contrato de investimento entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Altran Portugal, segundo o qual a consultora tecnológica vai investir 6,9 milhões de euros no concelho do Fundão, entre 2013 e 2015, no âmbito de um centro de competências de desenvolvimento de projectos de sistemas de informação Nearshore, que irá criar 120 postos de trabalho.
O ministro afirmou que a aposta da consultora tecnológica de origem francesa "mostra que Portugal é um local muito competitivo para este tipo de serviços".

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