Álvaro Santos Pereira considera situação dos portos "insustentável"

Ministro da Economia alertou para as consequências da paralização dos portos para as empresas exportadoras Foto: Enric Vives-Rubio / PÚBLICO

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, disse hoje que a greve dos trabalhadores portuários tem um impacto “muito significativo” para as empresas exportadoras e salientou que a actual situação é “insustentável”.

“Estas greves têm um impacto significativo para muitas das nossas empresas exportadoras, numa altura em que o país tem como desígnio nacional exportar mais. Temos que fazer tudo o que está ao nosso alcance para diminuir os nossos custos de contexto e, num espírito de diálogo social, conseguir desbloquear esta situação” que, sublinhou, “é insustentável”.

Sobre a prestação de serviços mínimos, que deveria ser hoje fixada numa reunião entre os representantes das empresas e os estivadores, o ministro não se quis pronunciar na altura em que foi questionado, por estar ainda a decorrer.

Os serviços mínimos estavam até agora fixados por um acordo de 2004 contra o qual se manifestaram os operadores, alegando que a importância da utilização dos portos - sobretudo para o sector exportador - alterou-se desde essa altura. Os estivadores discordam desta posição e acusam os operadores de quererem cortar o direito à greve, por quererem incluir “tudo” nos serviços mínimos.

Os estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz vão estar em greve parcial até 7 de Novembro, o que significa que trabalham um turno diário das 17h às 24h.

Álvaro Santos Pereira, que falava numa sessão de apresentação dos novos concursos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), salientou que as exportações nacionais estão a crescer mais de 30% ao ano para fora da zona euro e que com este crescimento “é vital reatar o investimento”.

O governante mostrou-se convicto de que os concursos hoje anunciados, a par das linhas de crédito e de recapitulação das empresas, “são fundamentais para dar força às empresas e ajudar a alavancar o investimento”, acrescentando que o Orçamento do Estado para 2013 contempla “uma série de incentivos para estimular o crescimento e combater o desemprego”.

Escusou-se, no entanto, a comentar a possível descida do limite mínimo do subsídio de desemprego, dizendo apenas que o Governo está a trabalhar para resolver questões “de emergência nacional” a nível do desemprego e do financiamento das empresas.

“Durante demasiado tempo abandonámos o nosso sector produtivo, a nossa indústria, as nossas pescas, a nossa agricultura e chegámos à situação actual. Endividámo-nos de forma insustentável - empresas, famílias e Estado. A única forma de dar a volta a isto é voltar a crescer”.

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