Assembleia de accionistas com 61% do capital representado

Administração da PT reconduzida para novo mandato

Continuidade de Henrique Granadeiro à frente da PT esteve em análise na reunião da administração Daniel Rocha

O conselho de administração da Portugal Telecom (PT) foi reconduzido nesta sexta-feira para novo mandato e todos os 14 pontos da ordem de trabalhos da assembleia de accionistas do grupo de telecomunicações foi aprovado, estando representada por cerca de 61% do capital na reunião magna.

A PT vai pagar aos accionistas, além do montante correspondente ao adiantamento dos lucros do exercício realizado em Dezembro de 2011, um montante global de 389,9 milhões de euros, correspondendo a 0,435 euros por acção, relativamente ao número total de acções emitidas.

“O montante de 0,435 euros por acção acima referido será pago aos accionistas no próximo dia 25 de Maio”, refere a operadora em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Na assembleia-geral foi também votada a favor uma apreciação geral da administração e fiscalização da PT, “tendo sido aprovado um voto de confiança e louvor aos respectivos órgãos e a cada um dos membros, bem como um voto de especial de louvor ao presidente do conselho de administração [Henrique Granadeiro] e ao presidente executivo [Zeinal Bava], pela forma excepcional como lideraram a PT durante o exercício de 2011”.

Na reunião magna, o conselho de administração foi reconduzido e Luís Pacheco de Melo foi nomeado para o cargo de administrador financeiro para o triénio 2012-2014.

Plano estratégico será apresentado “no momento oportuno”

O presidente do conselho de administração da PT reconduzido nesta sexta-feira para mais um mandato à frente da operadora, disse que o plano estratégico do grupo será apresentado “no momento oportuno”. Henrique Granadeiro falava aos jornalistas no final da assembleia-geral de accionistas da PT, que durou mais de cinco horas.

Questionado sobre o plano estratégico da PT, Henrique Granadeiro afirmou que “o conselho vai apresentar um plano estratégico no momento oportuno”, que será, “com certeza, ainda este ano”. Sobre as prioridades deste novo mandato, o presidente da PT disse que são “continuar o ciclo económico que foi começado com a aliança estratégica na Oi”.

“Foi este conselho que assumiu essa posição estratégica e a apresentou aos accionistas. E os accionistas entenderam que deviam manter o conselho para continuar esse ciclo e, naturalmente, responsabilizar pelo sucesso dessa opção estratégica”, que foi o de manter o grupo de telecomunicações “numa geografia de grande crescimento e de grande dinamismo”, como é o caso do Brasil, declarou Henrique Granadeiro, que estava acompanhado do presidente executivo, Zeinal Bava.

Questionado sobre a situação económica de Portugal, dentro de um contexto europeu e com a actual conjunta em Espanha, Henrique Granadeiro escusou-se a comentar cenários macroeconómicos. “Temos muita atenção ao contexto, vamos naturalmente ajustar as nossas políticas a esses cenários, naturalmente que temos preocupações com a situação em Portugal e na Europa, mas a nossa missão é gerir esta companhia e ‘tirar sangue das pedras’ e levar esta companhia a um bom porto”, concluiu.

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