Adesão à greve geral nos serviços do Estado foi de 21%

A maior participação na greve foi entre os trabalhadores dos órgãos de soberania e entidades independentes.

Quase 30 mil funcionários do Ministério da Educação fizeram greve Paulo Pimenta

A adesão dos trabalhadores da administração pública à greve geral de 14 de Novembro foi de 21%, tendo mais de 70 mil funcionários aderido à paralisação, revelou esta segunda-feira a Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

Dos 334.436 trabalhadores em condições de aderir à greve na Administração Pública, de um total de 464.248 funcionários do Estado, fizeram greve 70.072 colaboradores, isto é, 21%, de acordo com os dados disponibilizados pela DGAEP.

Os trabalhadores dos órgãos de soberania e entidades independentes, onde se contam os tribunais, tiveram a maior participação na greve geral, em termos relativos, com um peso de 38%.

Seguiram-se-lhes os funcionários afectos ao Ministério da Saúde (28,2%) e do Ministério das Finanças (25,6%).

Já em termos absolutos, foi no Ministério da Educação que mais trabalhadores fizeram greve, quase 30 mil dos mais de 158 mil funcionários.

Depois, no Ministério da Saúde, houve 24.515 trabalhadores em greve, de um total de 86.915 funcionários.

Em terceiro lugar surgem os funcionários dos órgãos de soberania e entidades independentes, com 3.716 colaboradores em greve do universo de 9.779 trabalhadores.

No extremo oposto, foi no Ministério da Defesa Nacional que se registou a menor percentagem de adesão à greve (4,4%), seguido de perto pelo Ministério da Administração Interna (4,8%).

Estes dados são relativos à adesão dos funcionários do sector público à greve geral de 14 de Novembro convocada pela CGTP-IN e foram compilados pelo Sistema de Gestão de Greves da DGAEP entre os dias 15 e 23 de Setembro.

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