O primeiro-ministro saudou hoje o acordo entre o Governo e a Associação Portuguesa de Bancos sobre os spreads das linhas de investimento, considerando que pode ser muito importante para a inversão do clima económico.
Por outro lado, Pedro Passos Coelho congratulou-se com os dados do Instituto Nacional de Estatística sobre a receita fiscal nos primeiros quatro meses deste ano, afirmando que estes dão “alguma confiança” ao Governo de que o Orçamento Rectificativo “poderá ser cumprido favoravelmente até ao final do ano”.
O chefe do executivo PSD/CDS-PP assumiu estas posições numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo polaco, em São Bento, Lisboa, em que se escusou a comentar a associação feita pelo ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, entre as condições climatéricas e a quebra do investimento no início deste ano.
Passos Coelho preferiu assinalar o “abrandamento da quebra da procura interna” e os dados sobre a receita fiscal, que disse serem “bastante mais favoráveis” do que o executivo supunha.
“À procura deste momento de oportunidade de investimento, quero também saudar o acordo que foi possível obter entre o Governo, hoje mesmo, e a Associação Portuguesa de Bancos, no sentido de baixar o limite máximo dos spreads que podem ser praticados nas linhas de investimento dedicadas às pequenas e médias empresas em particular”, acrescentou.
Segundo o primeiro-ministro, “mais empresas poderão aceder a essas linhas de financiamento até ao final do ano, conjugando assim as oportunidades que o Governo também criou com o crédito fiscal ao investimento”.
“Isso pode ser muito importante para criar, na segunda metade deste ano um clima muito favorável para podermos registar uma inversão do clima económico”, considerou, referindo que, “nesta fase, a retoma do investimento está muito condicionada pelo custo do dinheiro”.
Comentar