65% do consumo de electricidade já vem do mercado livre

Num ano, o número de clientes no mercado liberalizado mais do que triplicou. A EDP Comercial reforçou a quota.

Já há no mercado livre de electricidade 1,6 milhões de clientes Adriano Miranda

O número de consumidores no mercado liberalizado de electricidade chegou em Abril a 1,6 milhões. Num mês, 82 mil clientes escolheram o operador eléctrico do mercado livre, fazendo com que 65% do consumo já seja de clientes que migraram para o mercado liberalizado, mostram os dados divulgados nesta quinta-feira pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

As mudanças nas regras do sector eléctrico e do gás natural obrigam os consumidores a escolher um fornecedor no mercado livre até ao final de 2014, altura em que terminará a tarifa transitória de electricidade.

Nessa altura, deixa de haver uma tarifa fixada pela ERSE (para o mercado regulado, como acontece agora). Será recomendado um preço pela entidade supervisora, mas caberá aos fornecedores decidir a tarifa, uma vez que a posição da ERSE não tem carácter vinculativo.

Num ano, o número de clientes que passaram a ser fornecidos por um comercializador do mercado livre mais do triplicou (em Abril de 2012 havia 507.344 clientes que neste mercado).

A EDP Comercial continua a ser o principal operador, com uma quota de mercado de 84% em número de clientes e de 44% em consumos. Já a Endesa, o segundo operador, que este mês venceu um leilão de luz organizado pela Deco, vinha a perder terreno no mercado livre até Abril. A quota de clientes baixou para 8,6 %; no que toca aos fornecimentos, a quota em consumo caiu para 21,8%.

Segundo a ERSE, continuou a haver nos últimos meses “um crescimento visível dos consumidores domésticos em mercado liberalizado”. Em Abril, porém, a migração de consumidores foi menor do que no mês anterior, mas, no que toca ao consumo, a mudança acabou por ser superior ao que se registara em Março.

Em Abril, diz a entidade que supervisiona o sector eléctrico, quem mais passou para o mercado livre foram clientes de pequenos negócios, seguindo-se consumidores industriais.
 

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