Em 2011, foram encerradas 152 agências bancárias em Portugal. Ao contrário dos anos anteriores, a rede de balcões sofreu uma diminuição, para 6.080 agências, revelou a Associação Portuguesa de Bancos (APB).
Os dados contabilizam informação de 33 das 36 entidades financeiras representadas pela APB num ano que a associação considera ter sido “particularmente difícil” para os bancos por causa do “enquadramento macroeconómico e financeiro”.
“Todas as instituições de grande dimensão reduziram o seu número de balcões, enquanto apenas 25% das de pequena dimensão seguiu este comportamento”, detalha a APB. E foi este grupo de instituições que teve a redução mais significativa do número de agências, impulsionando a descida no número total de balcões em Portugal.
Uma consequência desta redução foi o aumento do número de habitantes por balcão. O indicador subiu 2,5% em relação a 2010, passando a haver 1750 habitantes por balcão.
A política de redução de custos nas instituições financeiras levou a uma diminuição de 2,2% no número de trabalhadores. No final de 2011, havia 57.130 pessoas empregadas no universo das instituições financeiras consideradas na análise.
A APB sublinha que o contexto difícil do mercado português potenciou “a busca de alternativas de crescimento no exterior”, o que levou a um aumento de 9,5% no número de trabalhadores afectos à actividade internacional. Este aumento atenuou, por isso, a quebra (de 2,6%) no número de trabalhadores na actividade doméstica das instituições.
Aqui, menos de metade dos 2.742 trabalhadores que saíram das instituições foram substituídos em 2011. Os despedimentos representaram 3,2% dos casos. O motivo principal da saída de trabalhadores foi a entrada em reforma (39,1% do total, dos quais perto de 85% foram reformas antecipadas). O fim de contratos a prazo representou 28,6% dos casos, enquanto a saída voluntária de trabalhadores e por mútuo acordo representaram 21,2% das saídas.

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