Num comunicado enviado às redacções, o consócio refere que “procedeu hoje à entrega à Parpública [gestora de participações empresariais do Estado] da proposta candidata à aquisição da ANA”.
Os investidores acrescentam que a proposta “tem como objectivo desenvolver a rede de aeroportos da ANA, reforçar o hub [placa giratória] de Lisboa nas ligações com a América Latina e África e permitir a exportação de serviços e de know-how no âmbito da privatização de infra-estruturas que vai ocorrer na América Latina, designadamente no Brasil”.
O consórcio, composto pela brasileira CCR, pelo fundo de investimento GIP e pela Flughafen Zurich (gestora do aeroporto de Zurique), afirma ainda que “já dispõe dos meios financeiros necessários para concluir a operação com o Estado português”.
O PÚBLICO já contactou outros investidores que estão na corrida à ANA para saber se já fizeram chegar as suas propostas à Parpública, mas não obteve ainda nenhuma resposta. Foram seleccionados para esta fase também os argentinos da Corporación América, os colombianos da Odinsa, os alemães da Fraport e os franceses da Vinci. No entanto, não é certo que todos apresentem propostas.
Após entregues as propostas, a Parpública terá cinco dias úteis para preparar um relatório sobre as mesmas, que será depois entregue à comissão especial criada para acompanhar este negócio. O Governo pretende eleger o vencedor em Conselho de Ministros, a 27 de Dezembro.
O escolhido terá de pagar um “sinal” de 100 milhões de euros ao Governo para salvaguardar a compra e terá de apresentar garantias bancárias num valor que corresponda à diferença entre aquele montante e o valor final da aquisição.
O contrato de venda só deverá ser assinado no início do próximo ano, e o comprador terá de manter as acções por um período de cinco anos. Assim que a compra estiver formalizada, será transferida para o investidor a concessão dos aeroportos nacionais, por um período de 50 anos.
Esta concessão vale 1,2 mil milhões de euros do valor a pagar pelo vencedor da privatização. A maior parte deste montante (800 milhões) já foi paga pela ANA, ainda enquanto empresa pública, já que o contrato teve de ser assinado antes para que possa ser cumprido o défice acordado com a troika para 2012 (5%).

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