"Um gay solteiro pode adoptar, um casal hetero também mas se for homossexual já não pode: é hipócrita"
Nuno vivia sozinho quando, há dez anos, adoptou um filho. Um ano depois, conheceu o actual companheiro, um espanhol a viver em Portugal, e juntos, têm criado a criança que se tornou de ambos. "Ele chama-me pai e papá ao meu companheiro. Mas no bilhete de identidade só surge o meu nome. E o nosso filho nunca percebeu por que é que não podia ter o apelido do papá, nem dos avós espanhóis. Era como se lhe dissessem que tinha uma família de primeira e outra de segunda", conta aquele profissional do sector da comunicação e publicidade.
