O assunto do "não-assunto"

Na pouco recomendável saga da pseudolicenciatura de Miguel Relvas houve um ministro e uma instituição que cumpriram o seu dever: Nuno Crato e a Inspecção-Geral da Educação e da Ciência. Destacar, em tons de elogio, alguém que se limitou a cumprir o seu dever cívico e ético e as suas responsabilidades no cumprimento da lei pode parecer bizarro. Mas basta recordar o que aconteceu com a saga da putativa licenciatura de José Sócrates para que, por impulso, tenhamos de nos congratular com a constatação de que há na vida pública e nos serviços do Estado quem seja capaz de agir para lá do interesse partidário, quem se preocupe em garantir a aplicação do princípio da igualdade de todos perante a lei.