Sporting com prejuízos de 29,7 milhões de euros

Resultados negativos da SAD ao final do terceiro trimestre da temporada 2012-13 justificados com o aumento das despesas com transferências de jogadores e quebra nas receitas.

As contas "leoninas" estão no vermelho Miguel Manso

A Sporting SAD (Sociedade Anónima Desportiva) registou prejuízos de 29,7 milhões de euros no final do terceiro trimestre da temporada 2012-13, segundo informaram esta sexta-feira os “leões” à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. O aumento das despesas com as transferências de jogadores e a diminuição das receitas, nomeadamente ao nível das bilheteiras, são os motivos avançados pelo emblema lisboeta.

“Os resultados dos primeiros nove meses são negativos em 29.760 milhares de euros, tendo sofrido uma ligeira melhoria relativamente ao mesmo período do exercício anterior [uma redução de 3,9%]”, refere o comunicado da Sporting SAD.

O documento salienta que a reestruturação financeira, recentemente acordada com a banca credora, permitirá à SAD “elevar os seus capitais próprios, criar condições para assegurar o cumprimento dos requisitos do fair play financeiro exigidos pela UEFA e dotar a sociedade dos meios necessários à prossecução da sua actividade”.

Os proveitos operacionais, que não contabilizam as transacções de passes de jogadores, registaram uma quebra de 4,180 milhões de euros, situando-se nos 25,701 milhões de euros. “Esta quebra explica-se por decréscimo de bilheteira (consequência do fraco rendimento desportivo), por ausência de receitas na pré-época, e pela mudança na contabilização das quotas em relação aos primeiros nove meses do ano anterior (a alteração de 75% para 25% das quotas totais de sócios do SCP atribuídas à empresa ocorreu no final do 1.º trimestre do 2011/12) e ainda pelo ligeiro decréscimo em receitas de publicidade e patrocínio”, justifica o relatório.

Por outro lado, os custos operacionais sofreram um agravamento relativamente ao exercício anterior, “fundamentalmente devido à rubrica ‘outros custos operacionais’, que aumentou 1416 milhares de euros nos nove meses em análise, como consequência de maiores despesas suportadas com transferências de jogadores e despesas com Imposto de selo sobre juros e sobre operações de crédito, na sequência do aumento da dívida financeira verificado e de contratos de crédito associados.”
 

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