Serena, em modo rolo compressor, sonha com o título que só Sharapova pode evitar

A líder do ranking foi implacável frente a Sara Errani na meia-final, a mais desnivelada em Roland Garros desde 1984.

Serena Williams foi esmagadora frente a Sara Errani Thomas Coex/AFP

Mesmo numa terra batida que não é a superfície preferida de ambas, Serena Williams e Maria Sharapova confirmaram a posição que ocupam no ranking e vão, sábado, disputar a final de Roland Garros.

Confirmando as expectativas, só Sharapova é que encontrou dificuldades em ultrapassar as meias-finais, dirigidas por árbitros portugueses, enquanto a líder do ranking voltou a ostentar a sua superioridade no circuito feminino.

Na primeira meia-final, arbitrada por Mariana Alves, Sharapova entrou mal, cedendo o serviço em branco. Poucos esperavam então que esse seria o único jogo ganho por Victoria Azarenka (3.ª WTA) no set inicial. Mas a bielorrussa recompôs-se no segundo set, encontrou o serviço, não enfrentou qualquer break-point e foi mais sólida que a campeã em título, que cedeu a partida com uma dupla-falta. Veio então a chuva e uma paragem de 30 minutos que quebrou o ímpeto de Azarenka, uma estreante em meias-finais de Roland Garros. “Não estou contente com o encontro mas foi uma boa luta. No geral, tenho que dar mérito a mim mesma por ter ido um pouco mais longe neste torneio,”, admitiu a bielorrussa.

Apesar de ter desperdiçado quatro match-points quando serviu a 5-2, entregando um jogo com duas duplas-faltas (de um total de 11), Sharapova continuou a procurar mais a vitória e encerrou o encontro com o 12.º ás: 6-1, 2-6 e 6-4. “O último ano foi excelente e é extremamente especial voltar à fase onde só há duas jogadoras. Estou a mexer-me melhor na terra batida do que antes mas o que me tem ajudado é a confiança que tenho court. Espero levar o meu melhor ténis para o derradeiro encontro”, disse Sharapova.

Os 39 erros não forçados da russa poderão ser fatais diante de Serena Williams que, na meia-final dirigida por Carlos Ramos, dominou a italiana Sara Errani, finalista no ano passado, em 46 minutos, pelos parciais de 6-0, 6-1 — a meia-final mais desnivelada desde 1984, quando Chris Evert arrasou Camille Benjamin, por 6-0, 6-0, em 39 minutos.

“Sara é uma excelente rapariga, gosto dela e do seu espírito combativo, mas quando vamos para o court, temos que nos esquecer de quem estamos a defrontar”, afirmou Williams, que somou 40 winners, enquanto Errani ganhou somente 16 pontos em todo o encontro. Serena detém 15 títulos do Grand Slam, mas só uma Taça Suzanne Lenglen, conquistada em 2002. “Seria fantástico ganhar o torneio, não penso que consiga descrever a felicidade que seria. Mas neste momento ainda é um sonho. Desta vez, sinto-me muito confortável aqui. O que é que mudou este ano? Não perdi na primeira ronda”, ironizou a norte-americana, derrotada na estreia do torneio de 2012.

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