O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Mário Figueiredo, lamentou nesta terça-feira que os adeptos de futebol tenham de pagar 23% de IVA nos bilhetes para os jogos.
“Há uma coisa que está a penalizar muito o futebol este ano, e que se está a sentir fortemente nos campos de futebol, que é o IVA a 23%. Fomos discriminados negativamente, porque os espectáculos musicais continuam com um IVA mais baixo do que o futebol. Não percebo porquê”, disse Mário Figueiredo em declarações aos jornalistas, à margem do fórum sobre responsabilidade social do futebol profissional, organizado pela Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL, na sigla original inglesa).
Na opinião do dirigente da LPFP, o aumento do IVA nos bilhetes de futebol retira receitas ao país: “As receitas do futebol ficam em Portugal e geram mais riqueza. Somos contra o aumento do IVA nos bilhetes. Isso penaliza muito o futebol”, apontou.
“Por outro lado, continuamos a ser discriminados negativamente porque em todos os países da Europa existem apostas desportivas online, e em Portugal continuamos sem regulamentação. É uma fonte de receitas muito importante para os clubes”, acrescentou Mário Figueiredo. “Não estamos a pedir que o Governo nos dê nada, até porque o próprio Governo beneficiará com as receitas provenientes dos impostos dessa actividade”, concluiu o presidente da LPFP.
No fórum organizado pela EPFL e que decorre nesta terça-feira em Lisboa, Mário Figueiredo anunciou ainda que a LPFP criará em breve uma fundação, para dar resposta a projectos de cariz social e solidário.

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