Presidente da Federação Portuguesa de Remo renuncia ao mandato

O mandato da direcção terminava no dia 31 de Dezembro Foto: Stefano Rellandini/Reuters

O presidente da Federação Portuguesa de Remo, Rascão Marques, renunciou ao mandato, que deveria terminar apenas a 31 de Dezembro, queixando-se de ataques ao poder.

“Na sequência dos últimos acontecimentos no remo nacional, a dignidade, a integridade e a segurança pessoal dos membros da direcção foi posta em causa. A luta pela tomada da gestão da federação traduz uma completa ausência de valores éticos e morais e do que deve ser defendido, não só no desporto, mas também na vida. Embora o meu mandato só termine legalmente em 31 de Dezembro, entendi renunciar nos termos do artigo 64 dos estatutos da federação”, explica Rascão Marques, em comunicado.

O artigo em causa, que é especificamente sobre a renúncia de mandato, estabelece no terceiro ponto que os titulares dos órgãos sociais se mantêm em exercício de funções até à tomada de posse dos novos membros.

Enquanto não se realizarem eleições, em assembleia-geral no dia 12 de Agosto foi decidido criar uma comissão administrativa, paralelamente ao pedido de demissão do presidente e da restante direcção, que, entre outros assuntos, tem em mãos um pedido de insolvência da federação, que será julgado a 4 de Setembro no Tribunal Cível de Lisboa.

“Revolução na modalidade”

Por outro lado, Rascão Marques referiu também a obra feita nos oito anos em que ocupou aquele cargo, considerando que operou “uma revolução na modalidade”.

O dirigente fala da conclusão da pista de remo e de canoagem de Montemor-o-Velho e do Centro de Alto Rendimento do Pocinho, afirmando que é uma estrutura de nível mundial, “podendo ser também uma fonte de receita da federação, desde que bem gerida e explorada”.

Rascão Marques fala igualmente da organização dos Europeus de 2010 em Montemor-o-Velho, que acabou por colocar a federação no “vermelho”, por causa de uma dívida de centenas de milhares de euros que ameaça tornar a federação insolvente.

O Estado e a autarquia – que sempre negaram a existência de qualquer dívida ao remo nacional – são apontados como devedores de compromissos assumidos pela modalidade.

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues