Pereira Cristóvão quebra silêncio para lançar duras críticas ao presidente da AG do Sporting

Em causa estão as declarações de Eduardo Barroso no programa de debate desportivo no qual participa, na TVI24. Algo que o ex-dirigente considera "inqualificável"

Foto: Helder Onorio (arquivo)

O antigo vice-presidente do Sporting Paulo Pereira Cristóvão defende que “deveria ser feita uma assembleia” para saber se Eduardo Barroso tem condições para continuar a ser presidente da mesa da assembleia geral.

“O doutor Eduardo Barroso tem um lugar que é o equivalente ao Presidente da República na Constituição portuguesa, é o garante da legalidade, é o garante das instituições e da estabilidade. E não me venha com a conversa de que é na versão comentador, porque é sempre a mesma pessoa; não pode ser ele a pessoa que mais desestabiliza”, afirmou à agência Lusa o antigo dirigente.

Pereira Cristóvão justificou a “interrupção no silêncio” – decretado depois da saída da estrutura do clube e de ter sido constituído arguido no "caso José Cardinal" – “achar demasiado grave o presidente de uma assembleia geral ser o pior dos enfant terribles que o clube tem”.

“Neste momento, o clube precisa de alguma paz. Os problemas do clube são dois: a bola não entra e o problema financeiro. Eu pergunto se o doutor Eduardo Barroso acha que está a contribuir para que a bola entre na baliza ou para resolver os problemas financeiros”, perguntou.

“É bom que o doutor Eduardo Barroso pense nas consequências dos seus actos e das suas declarações. Porque a bola não entrar não se resolve com declarações bombásticas, nem com estados de alma mais ou menos exacerbados, e eu, que sempre primei pelos superiores interesses do Sporting, não poderia ficar calado quanto a isso”, sublinhou o ex-vice-presidente para a área do património.

A gota de água para Pereira Cristóvão foi a posição “inqualificável” assumida por Eduardo Barroso no espaço de debate no canal televisivo TVI24, na qual revelou a sua vontade de convocar uma assembleia geral para discutir permanência da direcção de Godinho Lopes.

“Um presidente de uma assembleia geral  que anda em programas de televisão, onde ganha mais de cinco mil euros, a anunciar decisões institucionais da vida interna de um clube trata-se de algo que eu reputo de absolutamente inqualificável”, frisou.
 
 

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