O Olhanense recuperou neste sábado de uma desvantagem de dois golos e empatou na recepção ao Gil Vicente (2-2), em encontro da 12.ª jornada da I Liga.
Depois de um golo madrugador de Yero, aos quatro minutos, os gilistas aumentaram a diferença na segunda parte, por Luís Carlos (65), mas os algarvios conseguiram reentrar na partida, acabando por chegar à igualdade com golos de Nuno Piloto (67) e Evandro Brandão (79).
As duas equipas mantêm-se a par na classificação, ambas com 11 pontos, mas o Gil Vicente somou o sexto jogo sem ganhar na Liga, enquanto o Olhanense já vai no terceiro encontro sem triunfos.
O jogo praticamente abriu com o golo de Yero, aos quatro minutos: os adeptos que ainda procuravam os seus lugares nas bancadas viram o senegalês adiantar os gilistas no marcador com um desvio certeiro, após centro rasteiro de André Cunha.
O golo deixou o Olhanense intranquilo e, durante a primeira parte, apesar da superioridade em termos territoriais, os algarvios nunca conseguiram “entrar” na partida, demonstrando enormes dificuldades para ultrapassar o último reduto do Gil Vicente.
À excepção de um remate de fora de área de Babanco, que ao bater na relva quase traía Adriano, aos 25 minutos, o Olhanense não levou perigo à outra área, enquanto o Gil Vicente preocupava-se mais em defender a vantagem, contribuindo para 45 minutos de má qualidade.
Na reentrada em jogo, os algarvios, já sem Sérgio Conceição no banco depois de o técnico de ter sido expulso aos 32 minutos, viram os gilistas estar perto de aumentar a diferença, por André Cunha (55) e Luís Carlos (58), valendo então Rafael Bracalli, com duas excelentes defesas.
O guardião brasileiro já não conseguiu evitar a conclusão de Luís Carlos para o segundo golo dos forasteiros, aos 65 minutos, após rápido contra-ataque, mas o Olhanense demorou apenas dois minutos a responder, com Nuno Piloto a reduzir a desvantagem.
O golo trouxe outra motivação à equipa algarvia, que nos minutos seguintes manteve intensa pressão no meio-campo contrário, chegando ao golo do empate aos 79 minutos, com Evandro Brandão a responder de cabeça a um cruzamento de Rui Duarte.
No “pressing” final, o Olhanense até esteve perto da reviravolta, mas Targino não teve calma suficiente para concluir uma jogada confusa e atirou por cima (87).

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