Minifinal para os polacos, um empate pode bastar aos checos

Blaszczykowski, capitão da selecção polaca Foto: Pascal Lauener/Reuters

A Polónia tem todas as razões e mais algumas para querer ganhar o jogo de hoje frente à República Checa em Wroclaw, a contar para a última jornada do Grupo A. Primeiro, é uma das anfitriãs do torneio e, com a excepção de Áustria e Suíça há quatro anos, quem recebe o Europeu passa sempre. Depois, a história da Polónia na competição continental é quase igual a zero, apenas duas presenças (esta é a segunda), com um empate e duas derrotas na anterior participação. “Para nós vai ser uma minifinal. É o jogo mais importante da nossa história recente”, resume Jakub Blaszczykowski, o capitão polaco.

Com dois empates nos dois primeiros jogos, a Polónia deixou boas impressões, especialmente pela forma como recuperou de um resultado negativo frente à Rússia, considerada uma das selecções mais fortes do torneio. Só uma vitória interessa frente a uma formação checa que se tem mostrado irregular e que não tem certezas sobre a condição física do seu maestro, Tomas Rosicky, médio do Arsenal. “Sabemos que os checos podem safar-se com um empate e nós precisamos de ganhar. Estamos a melhorar a cada jogo que passa e esperamos que à terceira seja de vez”, considera Robert Lewandowski, o avançado por quem passam muitas das esperanças polacas.

Franciszek Smuda, seleccionador polaco, não deverá fazer grandes alterações ao que tem mostrado, devendo, inclusive, manter a aposta no guarda-redes Tyton, que substituiu com sucesso Szczesny, expulso no jogo com a Grécia. Os polacos poderão não ser a selecção mais ofensiva deste Euro, mas, garante Smuda, também não precisa de o ser para chegar ao triunfo. “Os italianos também só defendem e são capazes de vencer. Por que é que nós não podemos fazer o mesmo?”, questiona o treinador polaco.

À formação orientada por Michal Bilek, que já venceu um encontro, um empate pode mesmo bastar para seguir em frente na competição, desde que a Grécia não vença a Rússia no outro jogo do agrupamento. Mas para Bilek, o jogar pelo seguro não é jogar para o empate. “Somos nós ou eles e nós vamos fazer tudo para passar. Não queremos dizer adeus ao Euro”, sintetiza o seleccionador checo, que não sabe como irá evoluir o tendão de Aquiles de Rosicky até à hora do jogo, mas que já tem a certeza de que poderá contar com a sua maior estrela, o guardião do Chelsea Petr Cech, recuperado de uma lesão no ombro.

A história recente de confrontos entre estes dois vizinhos é francamente favorável aos polacos, que venceram três dos últimos quatro jogos. Certo é que os checos vão ter grande apoio dos seus adeptos por Wroclaw, já que esta cidade que nem sempre foi polaca fica bastante perto da fronteira entre os dois países.

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