Afinal a saudita Wojdan Ali Shaherkani poderá participar nas provas de judo dos Jogos Olímpicos com um lenço da cabeça. Os responsáveis do Comité Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Judo (FIJ) abriram uma excepção, impondo apenas que a atleta da Arábia Saudita use um “hijab” com um design específico.
Ao contrário de outras modalidades, no judo está proibido o uso de lenços na cabeça, por estes serem considerados potencialmente perigosos durante os combates.
Só que Wojdan Shaherkani, uma das primeiras mulheres sauditas a participar em Jogos Olímpicos, recusava-se a subir ao tapete sem o seu “hijab”.
Depois de o COI ter pressionado a Arábia Saudita para finalmente permitir a participação de mulheres nas provas olímpicas, corria-se o risco de metade da comitiva olímpica saudita não entrar em prova – a outra atleta saudita que está em Londres é a corredora Sarah Attar, que participará nos 800 metros.
Após uma reunião entre o Comité Olímpico da Arábia Saudita, o COI e a FIJ, foi encontrada uma solução de consenso: um lenço com um design específico, que agradou a todas as partes, mas ainda não é publicamente conhecido.
“Eles chegaram a acordo quanto a um design para o lenço”, explicou à Reuters Razan Baker, porta-voz do Comité Olímpico da Arábia Saudita, acrescentando desconhecer como será o “hijab”. O porta-voz da FIJ confirmou a participação da judoca saudita, mas recusou dar mais pormenores.
Shaherkani competirá na sexta-feira, na categoria de +78kg.
Nos Jogos Olímpicos de Londres, a quota de mulheres subiu para os 46%, sendo a mais alta de sempre, e o COI conseguiu convencer ainda o Qatar e o Brunei, que eram os últimos resistentes à participação feminina, a permitirem a entrada de atletas nas provas femininas.
Há também uma atleta afegã, Tahmina Kohistani, inscrita para os 100m.

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