José Manuel Constantino conseguiu o apoio de mais de oito federações desportivas olímpicas e vai formalizar a candidatura à presidência do Comité Olímpico de Portugal (COP). Se for eleito para o cargo, compromete-se a “elevar o nível desportivo do país” e ajudar a “potenciar a capacidade organizativa das federações”.
José Manuel Constantino diz avançar para uma candidatura “depois de ter reunido as condições que são suficientes e necessárias”, o que conseguiu avaliar após uma reunião a 19 Dezembro com as federações desportivas. “Penso estarem reunidos os apoios necessários e estou a trabalhar no sentido de formalizar a respectiva candidatura”, firma. O encontro de Dezembro foi promovido pelos presidentes de cinco federações, designadamente Mário Santos (Canoagem), chefe de Missão a Londres 2012, Pedro Moura (Ténis de Mesa), Delmino Pereira (Ciclismo), Joana Gonçalves (Hóquei) e Vicente Araújo (Voleibol).
O antigo presidente do Instituto do Desporto de Portugal, que fala em declarações à Lusa, admite que reúne mais do que o necessário apoio de oito federações olímpicas, mas escusa-se a revelar quais: “Cada uma das federações, se o entender, assim o dirá. Mas reuni as condições para essa formalização”. “Senti que há um ponto de encontro e identidade do que considero serem prioridades do COP e o posicionamento das federações em relação às mesmas matérias”, acrescenta.
José Manuel Constantino já tem uma equipa “pensada”, mas não quer, para já, citar nomes, preferindo traçar o seu perfil: “Desejo pessoas identificadas com o fenómeno desportivo, disponíveis para trabalhar, construindo um conjunto de ideias a partir dos tópicos que apresentei e que procure melhorar a vida desportiva nacional, particularmente na sua dimensão de participação olímpica”.
Com uma candidatura à presidência do COP, José Manuel Constantino pretende “potenciar a sua capacidade organizativa, nas modalidades que constam do programa olímpico, mas também das outras [federações] que integram o COP”. “Quero contribuir para melhorar o seu funcionamento e ajudar a elevar o nível desportivo do país. Essa é preocupação fundamental que procurarei transmitir”, afirma.
Quanto aos cortes previstos no apoio ao desporto, o futuro candidato considera ser necessário “encontrar medidas que minimizem o seu efeito recessivo no funcionamento de todo o desporto nacional”. “Ninguém é indiferente à crise e momento que o país atravessa. Nenhum sector está sem ser afectado. Preocupa-me no que pode causar ao movimento associativo e desporto português”, reconhece.
Num diagnóstico do desporto nacional, Constantino considera que este “melhorou significativamente quando comparado com há 20 ou 30 anos”, e relembra que “o cenário evolutivo não depende apenas da participação olímpica, mas de todo um contexto da vida desportiva nacional em quadros competitivos internacionais”. “Globalmente - ainda que com momentos mais altos ou menos conseguidos - a avaliação é positiva, pese embora a circunstância de termos ainda um conjunto de indicadores de natureza desportiva muito aquém das médias europeias e internacionais, que penalizam a nossa capacidade competitiva”, defendeu.
Além de Constantino, Marques da Silva (secretário-geral do COP) e Fernando Mota (ex-presidente da Federação Portuguesa de Atletismo) já assumiram a candidatura à sucessão de Vicente Moura, mas é pública a possibilidade de Manuel Brito (ex-vice-presidente do COP) e Carlos Paula Cardoso (presidente da Confederação do Desporto) também o fazerem.
As candidaturas às eleições do Comité Olímpico de Portugal, a realizar em data a anunciar em Março, devem ser apresentadas até dia 10 de Fevereiro e cada lista tem de ser subscrita por um mínimo de oito federações olímpicas.

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