É caso para dizer que a culpa é dos chineses. Uma redução significativa no número de telespectadores chineses levou à queda da audiência televisiva global da Fórmula 1 no ano passado.
Bernie Ecclestone, o patrão da Fórmula 1 e detentor dos direitos comerciais da modalidade desportiva, revelou que as audiências televisivas cresceram “na maioria dos mercados” durante o ano de 2012 quando comparadas com 2011, mas esse crescimento não foi suficiente para compensar a queda do mercado chinês.
"Um pequeno número de territórios não correspondeu às expectativas em termos de alcance, com o mercado chinês sofrendo uma queda que não pôde ser absorvida por um número significativo de aumentos em outros lugares", afirmou Ecclestone no prefácio do relatório que analisa o desempenho das audiências televisivas globais da modalidade.
O público chinês é um dos mais jovens, com mais de 10% de todos os espectadores a terem uma idade inferior a 16 anos e um quarto com menos de 25 anos. Na China foram transmitidas um total de 229 horas em 2012, em comparação com as 322 em 2011, o que levou a audiência a cair de 74,5 milhões para 48,89 milhões de telespectadores.
Em sentido contrário caminhou o Brasil, que passou a ser o maior mercado, tanto em número de espectadores como em audiência média: 85,55 milhões de pessoas estiveram, em média, sintonizadas para assistir às 20 corridas, o que representa um aumento de quase 10% em relação a 2011.
O relatório de 2012 não deu um número exacto de público que acompanha a F1 a nível mundial e que, em 2011, foi estimado em 515 milhões, embora Ecclestone tenha afirmado que se mantém acima dos 500 milhões.
A F1 tem transmissões televisivas em 185 territórios, com 110 parceiros de transmissão.
A temporada 2013 começará a 17 de Março, na Austrália, com 11 equipas em competição, uma a menos do que em 2012.

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