O empresário belga de futebolistas Daniel Striani fez queixa à Comissão Europeia contra as regras de fair play financeiro da UEFA (mecanismo de vigilância das finanças dos clubes).
Striani é representado pelo advogado Jean-Louis Dupont, que contesta a restrição que os regulamentos da UEFA vão exercer sobre o princípio da livre concorrência. O advogado – que se notabilizou na década de 1990 ao dar início ao processo que resultaria naquela que é hoje conhecido como a lei Bosman, que regula a circulação de jogadores – usa como argumento a “restrição de concorrência” provocada com a aplicação do fair play financeiro.
Segundo Dupont, a obrigação de os clubes manterem o equilíbrio financeiro pode levar a uma “limitação dos investimentos, das transferências, dos seus valores e do número de jogadores contratados, e a uma pressão deflacionária nos salários”, o que pode ter como consequência “a diminuição dos rendimentos de agentes de jogadores” – como o seu cliente Daniel Striani.
Em comunicado, a UEFA sublinhou que “o fair play financeiro é totalmente compatível com o direito europeu”, mostrando-se confiante de que a queixa será rejeitada pela Comissão Europeia.
“O fair play financeiro encoraja os clubes a viverem ‘de acordo com os seus meios’, o que é um princípio económico saudável que visa garantir a sustentabilidade a longo prazo do futebol europeu”, acrescentou o organismo que tutela o futebol europeu. “Tanto a Comissão Europeia como o Parlamento Europeu, os clubes, as ligas nacionais e os sindicatos de jogadores apoiam plenamente o fair play financeiro e elogiaram a iniciativa várias vezes”, concluiu.

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