Rafael Nadal venceu a "final" mais ainda não conquistou o título

O heptacampeão vai defrontar o compatriota David Ferrer que, aos 31 anos, se estreia em finais de torneios do Grand Slam.

Nadal festeja a vitória sobre Djokovic Philippe Wojazer/Reuters

É verdade que o ténis espanhol tem dominado o torneio de Roland Garros, mas desde 2002 — quando Albert Costa derrotou Juan Carlos Ferrero — que não se assistia a uma final masculina entre dois espanhóis. Rafael Nadal e David Ferrer discutem domingo o título após duas meias-finais bem distintas, em que a determinação e espírito de luta de ambos ficou bem patente. Mas, para muitos, a final realizou-se nesta sexta-feira, com Nadal a derrotar Novak Djokovic após uma intensa luta de quatro horas e 37 minutos.

“É preciso gostar do jogo e apreciar o que fazemos em todos os momentos. Aprendi durante a minha carreira a gostar de sofrer e este tipo de encontros são muito especiais. Não temos a possibilidade de jogar encontros destes todos os dias. Por isso, quando surgem, eu sofro, mas gosto mesmo destes momentos”, afirmou Nadal, depois de derrotar o número um do ranking, por 6-4, 3-6, 6-1, 6-7 (3

7) e 9-7. Este 35.º duelo entre ambos, poderia ter terminado no quarto set, quando o espanhol serviu a 6-5 (30-15). Mas Djokovic voltou a acreditar, fez o break, ganhou o tie-break e liderou o set decisivo por 4-2.

O sérvio servia a 4-3 (40-40) quando recebeu uma advertência por ultrapassar o tempo permitido entre cada ponto — Nadal sofreu um ponto de penalidade por uma segunda violação semelhante no terceiro set. E perdeu a oportunidade de passar para a frente no marcador, ao tocar na rede antes do ponto estar terminado, o que desestabilizou a sua concentração. Nadal foi mais sólido na parte final e terminou com um break em branco. “Ele mostrou coragem nos momentos certos e arriscou. É por isso que ele é um campeão e tem dominado em Roland Garros durante tantos anos. O court estava escorregadio e era difícil mudar de direcção; pedi para ser regado e não percebi, acho que o que eles fizeram está errado”, afirmou Djokovic, antes de frisar: “Não é o fim do mundo. A sensação não é muito boa neste momento, mas tenho anos à minha frente. Hei-de voltar e vou continuar a tentar ganhar isto.”

O outro finalista, David Ferrer, continua sem ceder qualquer set na prova. As esperanças de Jo-Wilfried Tsonga em chegar à final e tentar suceder a Yannick Noah, o último campeão francês há 30 anos, esbarraram na muralha erguida no fundo do court pelo espanhol nascido há 31 anos em Javea. Apesar de ter tido um set-point a 5-4 do segundo set, o francês nunca se soltou completamente e cedeu ao fim de duas horas: 6-1, 7-6 (7

3) e 6-2. E no seu 42.º torneio do Grand Slam, Ferrer deixou de ser o melhor tenista da actualidade que ainda não tinha disputado uma final em majors.

Neste sábado, Frederico Silva e o britânico Kyle Edmund disputam a final de pares juniores com os chilenos Christian Garin e Nicolas Jarry.

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