Sintra celebra centenário do nascimento do escritor Graham Greene

O centenário do nascimento de Graham Greene, que hoje se celebra, vai ser assinalado em Sintra com duas palestras e a abertura de uma exposição sobre a vida e obra do espião e escritor britânico, no Museu Ferreira de Castro.

Uma das conferências, a cargo de Eugénio Lisboa, vai abordar a relação da obra de Greene com o cinema, já que o autor teve diversos livros adaptados ao grande ecrã, e a outra, por José António Barreiros, falará sobre o Graham Greene espião.

Além destas duas palestras, será também inaugurada uma exposição bibliográfica que incluirá "cerca de três dezenas de obras do escritor, entre edições portuguesas e inglesas", como referiu Ricardo Alves, presidente do museu.

A mostra, que ficará patente até 2 de Janeiro do próximo ano, incluirá painéis com frases e fotografias alusivas à vida e obra do escritor, que foi agente do MI6 (o serviço britânico de contra-espionagem) e teve sob a sua responsabilidade a actividade secreta inglesa em Portugal durante a II Grande Guerra Mundial.

É precisamente devido a este contexto que a presença de Graham Greene se encontra documentada em Sintra na primeira metade dos anos de 1940, como sublinha um comunicado da autarquia sintrense.

O autor britânico, que morreu em 1991, é considerado um dos maiores romancistas ingleses do século XX, sendo da sua autoria os livros "O Poder e a Glória", "O Nó do Problema", "O Fim da Aventura", "O Americano Tranquilo" e "O Cônsul Honorário".

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