Rui Vilar ficará como administrador não-executivo, cargo ocupado até agora por Artur Santos Silva, que hoje assumiu a presidência da administração da Fundação Gulbenkian.
Rui Vilar que, depois de dez anos, anunciou a sua vontade de não continuar no cargo de presidente da administração da Gulbenkian, passou o testemunho a Artur Santos Silva. A decisão foi tomada por unanimidade do conselho de administração em plenário realizado esta tarde.
Rui Vilar junta-se assim aos dois administradores não-executivos André Gonçalves Pereira e Eduardo Lourenço.
Diogo de Lucena, Isabel Mota, Eduardo Marçalo Grilo, Teresa Gouveia e Martin Essayan (bisneto de Calouste Gulbenkian) compõem o grupo de administradores executivos, no qual não são esperadas mudanças. Apenas Rui Gonçalves, adjunto da presidência, estará ausente por um ano, em licença sabática, e não tem ainda substituto.
Emílio Rui Vilar, de 72 anos, era presidente da Gulbenkian desde 2 de Maio de 2002.
No final da cerimónia do início de mandato, Santos Silva afirmou que a fundação deve “contribuir muito na área social, porque é aí que as questões do nosso tempo estão a provocar as feridas e fracturas mais complexas”, cita a Lusa.
Sobre Rui Vilar, comentou: “Tem um conhecimento profundíssimo da instituição e dos problemas do nosso tempo e, com o capital que ele tem, vai ajudar muito no trabalho a fazer” na Gulbenkian.
O ex-presidente da fundação, por seu lado, destacou os princípios que considerou constitucionais na instituição: “Perpetuidade, independência, integridade e exigência de qualidade”, escreve ainda a Lusa.
Notícia actualizada às 21h45, acrescenta declarações de Artur Santos Silva e Rui Vilar e altera título

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