Depois de em Dezembro ter sido anunciada a reabertura da investigação judicial à morte de Amy Winehouse devido a irregularidades no processo, os novos resultados apresentam a mesma conclusão inicial. Como já era esperado, a excesso de álcool foi a causa da morte da cantora britânica, ocorrida em Julho do ano passado.
Esta nova investigação confirma assim os primeiros dados do relatório da autópsia, dado a conhecer em Outubro do ano passado, e que revelava, para refrência ao nível de álcool no sangue, que Amy Winehouse apresentava uma taxa de álcool 4 a 5 vezes superior ao limite legal para conduzir. Ou seja, de acordo com o relatório o nível de álcool no sangue que Winehouse tinha era de 416 miligramas para 100 mililitros de sangue, sendo que o nível considerado fatal é de 350 miligramas para 100 mililitros de sangue. A taxa de álcool legal para conduzir no Reino Unido é de 0,8 gramas por litro de sangue, enquanto em Portugal é de 0,5.
Segundo o mesmo relatório, a morte da Amy Winehouse foi considerada acidental, uma vez que a cantora ingeriu aquela quantidade de álcool voluntariamente e sem pensar nas consequências mais graves.
A decisão anunciada em Dezembro de reabrir a investigação judicial aconteceu exactamente um ano depois da demissão da juíza forense Suzanne Greenaway – que dirigiu as investigações e presidiu à apuração inicial – por não estar qualificada para exercer o cargo. Não tinha cinco anos de experiência, como é requerido no Reino Unido, e, veio a saber-se mais tarde, havia sido nomeada pelo marido, Andrew Reid, um juiz forense que também renunciou ao cargo no início deste mês.
A lei britânica estabelece que deve ser aberta uma investigação policial sempre que aconteça uma morte violenta ou em circunstâncias inexplicáveis, que é o caso de Amy Winehouse, encontrada sem vida em sua casa em Camden, em Londres, a 23 de Julho de 2011.
Notícia actualizada às 15h02

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