Resultados de nova investigação confirmam morte de Winehouse por excesso de álcool

A cantora de 27 anos tinha cerca de 416 miligramas de álcool para 100 mililitros de sangue.

Os resultados da nova investigação são iguais aos da primeira Reuters

Depois de em Dezembro ter sido anunciada a reabertura da investigação judicial à morte de Amy Winehouse devido a irregularidades no processo, os novos resultados apresentam a mesma conclusão inicial. Como já era esperado, a excesso de álcool foi a causa da morte da cantora britânica, ocorrida em Julho do ano passado.

Esta nova investigação confirma assim os primeiros dados do relatório da autópsia, dado a conhecer em Outubro do ano passado, e que revelava, para refrência ao nível de álcool no sangue, que Amy Winehouse apresentava uma taxa de álcool 4 a 5 vezes superior ao limite legal para conduzir. Ou seja, de acordo com o relatório o nível de álcool no sangue que Winehouse tinha era de 416 miligramas para 100 mililitros de sangue, sendo que o nível considerado fatal é de 350 miligramas para 100 mililitros de sangue. A taxa de álcool legal para conduzir no Reino Unido é de 0,8 gramas por litro de sangue, enquanto em Portugal é de 0,5. 

Segundo o mesmo relatório, a morte da Amy Winehouse foi considerada acidental, uma vez que a cantora ingeriu aquela quantidade de álcool voluntariamente e sem pensar nas consequências mais graves.

A decisão anunciada em Dezembro de reabrir a investigação judicial aconteceu exactamente um ano depois da demissão da juíza forense Suzanne Greenaway – que dirigiu as investigações e presidiu à apuração inicial – por não estar qualificada para exercer o cargo. Não tinha cinco anos de experiência, como é requerido no Reino Unido, e, veio a saber-se mais tarde, havia sido nomeada pelo marido, Andrew Reid, um juiz forense que também renunciou ao cargo no início deste mês.

A lei britânica estabelece que deve ser aberta uma investigação policial sempre que aconteça uma morte violenta ou em circunstâncias inexplicáveis, que é o caso de Amy Winehouse, encontrada sem vida em sua casa em Camden, em Londres, a 23 de Julho de 2011.

Notícia actualizada às 15h02

 

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