Depois de ter saído uma lista provisória a 1 de Abril, vai ser preciso esperar até ao início de Junho para se poder dar por concluído o processo de apreciação e validação dos apoios às artes. De acordo com as informações enviadas pela Direcção-Geral das Artes ao PÚBLICO, só a partir de 3 de Junho serão conhecidos os resultados definitivos da área do teatro. Isto se o júri considerar não existirem alterações a fazer à segunda lista provisória que, neste momento, se encontra em fase de contestação pelas companhias.
Em causa estão 54 projectos que aguardam uma decisão relativa à programação que diz respeito a 2013 e se estende, em alguns casos, até 2016.
A razão para os atrasos prende-se com as reclamações apresentadas pelos candidatos em audiência de interessados, depois de a 1 de Abril terem sido dados a conhecer os resultados da disciplina que reúne a verba mais elevada: 4,3 milhões de euros. Este valor tinha já sido reforçado depois de o júri, constituído pelo actor João Reis, a tradutora e investigadora Alexandra Moreira da Silva e pelo teatrólogo João Maria André, ter considerado “insuficiente para as necessidades do país” a verba inicialmente prevista: 2,5 milhões de euros para 30 projectos.
Neste momento decorre a segunda audiência de interessados, depois de a 15 de Maio ter sido apresentada uma segunda lista de apoios, também ela objecto de contestação por parte de algumas companhias de teatro, explicou a DGA ao PÙBLICO, por email, que "por ter existido alteração da posição relativa por parte de algumas entidades, o que, por ter impacto no elenco de entidades selecionadas para apoio e/ou nos montantes atribuídos, volta a ser sujeito a audiência prévia de interessados, antes de poder ser emitida uma decisão final". Entre as entidades a concurso encontram-se companhias histórias como O Bando, Teatro Aberto, Cornucópia, A Comuna ou A Barraca e outras mais recentes como os colectivos Teatro Praga e Mala Voadora.
O mesmo aconteceu na área de cuzamentos, cujos resultados finais aguardam publicação, agora prevista para 27 de Maio. Em causa estão seis projectos para uma verba total de 400 mil euros. Entre as contestações encontram-se estruturas como o Festival Alkantara, que viu o júri atribuir cerca de 90 mil euros, menos de metade do que haviam solicitado.
Oficiais são já as verbas a distribuir para os projectos nas áreas de dança, música e arquitectura, artes digitais, visuais, fotografia e design. Na dança será atribuída uma verda que ronda o milhão de euros distribuídos por 17 projectos, mais dois do que o inicialmente previsto. Oito dos projectos são para quatro anos, entre eles a Companhia Olga Roriz que receberá, em 2013, a maior verba: 112 mil euros.
Na música serão atribuídas verbas a 26 projectos contra os 20 que estavam inicialmente previstos. A verba prevista, tal como na dança, manteve-se, um milhão de euros. Dezasseis destes projectos receberam apoio para quatro anos, entre eles a Orquestra de Jazz de Matosinhos, os Tocárufar ou a Misomusic, que recebe a verba mais elevada, 95 mil euros.
Na área conjunta de arquitectura, artes digitais, artes visuais, fotografia e design serão atribuídos 10 projectos, mais três do que se previa aquando da abertura do concurso. Apenas um destes projectos será para 4 anos, o da escola Mausmaus, que receberá também a verba mais elevada, 55 mil euros.

Comentar