A curta-metragem luso-suíça Os Vivos Também Choram, de Basil da Cunha, foi distinguida no VII Festival Internacional Next, na capital da Roménia.
O júri do festival de curtas-metragens de Bucareste atribuiu o prémio a esta obra pela forma “como é apresentada uma ficção dramática, filtrada através da lente de um documentário”, considerando ainda que “transforma a realidade das pessoas e lugares numa experiência metafísica”.
O filme de Basil da Cunha (n. 1985), realizador suíço de ascendência portuguesa, conta a história de Zé, um estivador no Porto de Lisboa, personagem interpretada pelo actor português José Pedro Gomes, que sonha com a hipótese de emigrar para a Suécia. Segundo a sinopse de Os Vivos Também Choram - colocada no site da embaixada de Portugal na Roménia -, Zé, de 50 anos, olha com inveja para os navios nos quais nunca poderá viajar, sonhando ir embora, deixando a mulher e o bairro onde vivem juntos. Há muito que poupa discretamente para viajar para a Suécia, mas um dia, ao voltar do trabalho, descobre que a mulher lhe roubou as poupanças para comprar uma máquina de lavar a roupa.
O realizador, que até ao momento realizou cinco curtas-metragens, estudou cinema na Escola de Artes e Design de Genebra, na Suíça. A Côté (2009), trabalho feito no âmbito do curso, foi exibido no Festival de Locarno em 2009, e no ano seguinte distinguido no Curtas Vila do Conde. Le Mur (2007), La Loi du Talion (2008) e Nuvem (2011) são os outros trabalhos de Basil da Cunha, segundo a filmografia que se pode consultar no site da produtora O Som e a Fúria, de Lisboa, a que o realizador está actualmente ligado.
O Festival Internacional de Curtas-Metragens de Bucareste, que teve em competição 23 filmes de cerca de 15 países, termina este domingo, com o visionamento das obras premiadas.

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