Quatro meses depois, ainda pouco se sabe sobre o furto ao centro de arte Kunsthal em Roterdão, na Holanda. Das sete obras de arte desaparecidas, entre as quais estão quadros de Picasso, Gauguin, Monet e Matisse, não existem pistas. Mas a polícia continua a investigação e esta segunda-feira anunciou a detenção de uma jovem romena de 19 anos, que terá ligações com os presumíveis autores do crime.
Esta é assim a terceira detenção, depois de em Janeiro a polícia holandesa ter prendido na Roménia dois homens, de 25 e 28 anos, ambos de nacionalidade romena. A mulher
esta segunda-feira será a namorada de um dos detidos e terá estado envolvida no caso.
Para chegar a estes suspeitos, a polícia examinou exaustivamente as imagens de vigilância do museu holandês, nas quais apareceram estes dois homens várias vezes em diferentes dias.
“Tendo em conta a rapidez com o que [o furto] aconteceu, é claro que foi muito bem preparado”, lê-se no comunicado da polícia, citado pela Reuters, que acredita que estes homens se dirigiram mais do que uma vez ao Kunsthal para conhecerem o espaço e pensarem a melhor forma de executar o assalto, que acabou por acontecer na madrugada de 16 de Outubro do ano passado.
Da noite do assalto, nas imagens de segurança divulgadas na altura pelas autoridades, vêem-se dois ladrões encapuzados a entrarem no museu, usando o que parece ser uma porta lateral. Minutos depois de entrarem, saem ambos com os quadros às costas. O alarme soou mas a polícia já não chegou a tempo. As imagens são escuras e as caras dos ladrões são pouco perceptíveis.
Segundo a polícia, a jovem agora detida vivia com um dos suspeitos, tendo sido em sua casa que os quadros foram guardados, até terem sido retirados das suas molduras e levados para a Roménia.
O site da Bloomberg notícia ainda, citando o romeno Evenimentul Zilei, que se baseia em fontes anónimas da policia romena, que a mãe de um dos suspeitos está também a ser investigada. A mulher terá dito mesmo que queimou dois dos quadros roubados. Segundo o mesmo jornal romeno, os trabalhos de Matisse e de Gauguin serão os que terão sido queimados.
As obras furtadas integravam a exposição Avan-Gardes, que além de Van Gogh, Picasso ou Matisse, incluía ainda trabalhos de Mondrian, Marcel Duchamp, Karel Appel, Yves Klein e Lucian Freud. A exposição fazia parte da comemoração dos 20 anos do Kunsthal.
Em questão estão os quadros Tête d’Arlequin, de Pablo Picasso; La Liseuse en Blanc et Jaune, de Henri Matisse; Waterloo Bridge e Charing Cross Bridge, de Claude Monet; Femme devant une fenêtre ouverte, dite la Fiancée, de Paul Gauguin; Woman with Eyes Closed, de Lucian Freud, e um auto-retrato de Meyer de Haan.

Comentários