A autarquia de Oslo anunciou hoje que a coligação política que governa a cidade chegou a um acordo definitivo para a construção do novo Museu Munch, que deverá ser inaugurado em 2018 na zona portuária de Bjørvika, na parte oriental da capital norueguesa.
Após anos de avanços e recuos, um compromisso entre várias forças políticas, do centro-direita à esquerda, permitiu que fosse recuperado o projecto Lambda, apresentado pelo gabinete espanhol Herreros Arquitectos, que ganhara, em 2009, o concurso internacional lançado para o efeito.
A decisão vem pôr fim a anos de polémica, durante os quais se discutiu se o projecto espanhol – um arrojado edifício com o topo inclinado, a lembrar um pouco um chapéu alto amolgado –, cumpria os requisitos que se exigem a um museu, ou se o custo estimado era razoável, ou mesmo se se justificava construir um edifício de raiz para acolher a colecção que Munch legou à cidade. O projecto da equipa do arquitecto Juan Herreros chegou a ser formalmente descartado em 2011, quando o Partido do Progresso, rompendo um acordo anterior com outras forças políticas, lhe retirou o apoio.
Sendo consensual que o actual museu, inaugurado em 1963, está demasiado distante do centro da cidade e tem instalações envelhecidas e que colocam problemas de segurança, o custo estimado do novo museu (1,6 mil milhões de coroas norueguesas, o equivalente a mais de 200 milhões de euros) foi sempre o principal motivo de controvérsia. Mas com o governo norueguês a co-financiar a empreitada, as obras de Edvard Munch (1863-1944) – mais de mil pinturas, incluindo duas versões de O Grito, cerca de três mil desenhos e 18 mil gravuras – vão mesmo ter uma casa nova. E talvez não seja por acaso que a decisão foi tomada justamente no ano em que a Noruega comemora os 150 anos do nascimento do pintor.

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