Get lucky, o single, lidera as tabelas de várias dezenas de países e tem sido presença constante na rádio ou nas redes sociais. O single, porém, é apenas uma das 13 canções do novo álbum dos Daft Punk, duo francês cujo regresso aos discos de originais tem sido aguardado com entusiasmo crescente. Muitos escrevem que Random Access Memories é o álbum mais aguardado do ano. Isto quando 2013 já assistiu ao ressurgimento de um gigante chamado David Bowie.
A banda de One more time ou Around the world, responsável no final da década de 1990 por uma verdadeira revolução na música de dança electrónica sempre foi cuidadosa na forma como se apresentou ao público. Ao longo de dezasseis anos, editou apenas três álbuns e uma banda sonora, em 2010, para Tron. Random Access Memories, anunciado pelos próprios como homenagem à música que mais os inspirou na passagem da década de 1970 para a de 1980 e, ao mesmo tempo, como manifesto para resgatar a música electrónica ao imobilismo em que, considera a banda, esta vive actualmente, foi sendo revelado pouco a pouco. Como sempre aconteceu na banda de Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem Christo, foi tudo pensado ao pormenor.
O anúncio do álbum, a revelação dos convidados que nele colaboraram (de Nile Rodgers ou Giorgio Moroder a Pharrell Williams ou Julian Casablancas), a divulgação das fotos com os novos fatos, desenhados por Hedi Slimane, e os novos capacetes, o lançamento do single. Agora que o ritmo disco-funk de Get Lucky já se ouve por todo o lado, é tempo de conhecer o álbum, gravado na sua quase totalidade, ao contrário do habitual na banda, com instrumentos e músicos reais colaborando em estúdio.
Com edição portuguesa marcada para a próxima segunda-feira, Random Access Memories , está desde hoje disponível para audição no iTunes. Os Daft Punk de regresso, com a pompa a que nos habituaram. 13 canções, mais de 70 minutos de música.

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