Mumford & Sons, Alt-J e Emeli Sandé lideram nos Brit Awards

Mumford And Sons, Alt-J e Emeli Sandé lideram no número de nomeações. Rolling Stones podem ser surpresa na cerimónia de Fevereiro e Amy Winehouse vencedora póstuma de um Brit Award.

Em 2012, Emeli Sandé destronou Adele enquanto artista com mais álbuns vendidos no Reino Unido e ameaça suceder-lhe enquanto triunfadora nos Brit Awards. Os Rolling Stones, ainda a celebrar as suas cinco décadas de carreira, podem sair vencedores na cerimónia de 2013. E as estrelas folk-rock Mumford & Sons e a revelação indie Alt-J juntam-se à revelação "singer songwriter" Emeli Sandé na lista dos mais nomeados. Encontramo-los em três das categorias que compõem os Brit Awards, cujos nomeados foram apresentados quinta-feira no Hotel Savoy, em Londres.

A cerimónia de 2013 dos prémios da indústria fonográfica britânica, cuja primeira edição aconteceu em 1977, está marcada para 20 de Fevereiro e estão confirmadas actuações dos Muse, Ben Howard, Mumford & Sons, Emeli Sandé e One Direction. Entretanto, muito se especula se os Rolling Stones, nome que encontrávamos nas listas da primeira edição dos Brit, poderão ser uma das surpresas guardadas para a cerimónia de Fevereiro. Estão nomeados para Melhor Banda Britânica ao Vivo, ao lado de Coldplay, Mumford & Sons, Muse e Vaccines, e não surpreenderia que, ainda quentes do regresso aos palcos, Mick Jagger, Keith Richards e companhia interpretassem um par de clássicos. O facto de, este ano, o prémio de carreira ser substituído por uma distinção especial atribuída à organização humanitária War Child alimenta ainda mais a especulação – a distinção dos Stones enquanto melhor banda ao vivo seria, neste caso, um verdadeiro prémio de carreira.

Prosseguindo o tom de celebração, encontramos na lista de candidatas a Melhor Artista Britânica Amy Winehouse, nomeada pelo álbum Lioness e que enfrenta a concorrência de Bat For Lashes, Emeli Sandé, Jessie Ware e Paloma Faith. Caso vença, seria a segunda vez que um prémio Brit seria entregue postumamente, depois de, em 1992, ter sido atribuído o prémio de carreira a Freddie Mercury, um ano depois da sua morte.

No Independent, escreve-se que as nomeações reflectem a grande divisão que se acentua actualmente no mercado britânico: os downloads de canções isoladas, “geralmente dance pop formulaico, idealizado por produtores”, que vendem muito, e “álbuns de artistas aclamados pela crítica”, que vendem muito pouco. Os Alt-J são o melhor reflexo do lado menos rentável da equação. Estão nomeados para Banda Revelação (com Ben Howard, Jake Bugg, Jessie Ware e Rita Ora), para Melhor Banda (com Mumford & Sons, Muse, One Direction e xx) e para Melhor Álbum (com Emeli Sandé, Mumford & Sons, Paloma Faith e Plan B). Caso ganhem nesta última categoria, An Awesome Wave tornar-se-ia, com cerca de cem mil cópias vendidas no Reino Unido, o disco menos vendido na história dos melhores álbuns do ano dos Brit Awards.

Nas restantes categorias surgem, ainda em território britânico, Ben Howard, Calvin Harris, Olly Murs, Richard Hawley e Plan B (nomeados para Melhor Artista Masculino). Nas categorias internacionais, Rihanna pode ganhar o seu terceiro Brit consecutivo (está nomeada ao lado de Alicia Keys, Cat Power, Lana del Rey e Taylor Swift para Melhor Artista) e o veterano Bruce Springsteen surge com os menos veteranos Jack White e Michael Bublé e os nada veteranos Frank Ocean e Gotye na lista do Melhor Artista Masculino.

Quando a bandas mundo fora (no universo dos Brit Awards, leia-se americanas ou irlandesas), o painel de 2000 personalidades do meio musical responsável pelas nomeações escolheu Alabama Shakes, Black Keys, fun., Killers e The Script.

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