Gus van Sant leva a sua “terra prometida” a Berlim 2013

Promised Land, com Matt Damon, é um dos primeiros títulos a concurso na 63.ª edição do festival.

O filme marca o reencontro do realizador com Matt Damon DR

Começa a desenhar-se o programa do 63.º festival de Berlim. Os novos filmes de Gus van Sant, Ulrich Seidl e Hong Sang-soo são os primeiros títulos anunciados para a competição oficial da edição de 2013 do certame berlinense, a decorrer de 7 a 17 de Fevereiro próximo.

 
Promised Land é o título do filme com que o americano Gus van Sant sucede a Milk e Inquietos, marcando igualmente o seu reencontro com Matt Damon, que dirigiu em O Bom Rebelde e Gerry. O actor interpreta o representante de uma companhia de gás que procura convencer os habitantes de uma pequena cidade a autorizar a exploração de gás nas suas terras. Damon é igualmente, a meias com o actor John Krasinski, autor do argumento deste drama de contornos ecológicos que verá estreia americana no início de Janeiro.

Já o controverso cineasta austríaco Ulrich Seidl traz o seu terceiro filme em 12 meses, o último “episódio” da trilogia sobre o nosso mundo a que deu o título de Paraíso. Depois de Paradise: Love, sobre o amor, a concurso em Cannes 2012, e Paradise: Faith, sobre a religião, prémio especial do júri em Veneza 2012, Seidl mostra em Berlim Paradise: Hope – a ver a “esperança” que o seu cinema confrontacional trará desta vez.

O terceiro nome forte desta competição é o coreano Hong Sang-soo, cineasta igualmente bastante prolífero – esteve no concurso de Cannes 2012 com In Another Country, onde dirigiu a francesa Isabelle Huppert (e que irá estrear em Portugal em Janeiro). Hong regressa agora à competição de Berlim, da qual fez parte em 2008 com Noite e Dia, para mostrar Nobody's Daughter Haewon.

O júri da edição 2013, presidido por Wong Kar-wai, realizador de Disponível para Amar e Chungking Express, irá entregar o Urso de Ouro honorário a Claude Lanzmann, o documentarista francês que assinou com Shoah a mais mítica das reflexões cinematográficas sobre o Holocausto. Entretanto, a grande retrospectiva da 63.ª edição será dedicada ao cinema alemão da República de Weimar (1919-1933) e ao modo como a sua estética se manteve presente no cinema internacional após a ascensão de Hitler.

É de recordar que, em 2012, o Urso de Ouro do festival foi entregue por Mike Leigh a César Deve Morrer, dos irmãos Paolo e Vittorio Taviani, e que o palmarés contemplou dois filmes portugueses: Tabu, de Miguel Gomes (prémio Alfred Bauer para a obra mais inovadora a concurso), e Rafa, de João Salaviza (Urso de Ouro para a curta-metragem).
 
 

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