A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) apoiou, desde 2006, a produção de cinema português com cerca de 900 mil euros e alguns dos filmes apoiados serão exibidos no fim-de-semana, disse à Agência Lusa fonte da fundação.
Sete das longas-metragens que receberam apoio financeiro da FCG serão exibidas no sábado e no domingo, no grande auditório, em Lisboa, entre elas “Singularidades de uma rapariga loura” e “O estranho caso de Angélica”, ambos de Manoel de Oliveira, “Filme do Desassossego, de João Botelho, e “Cisne”, de Teresa Villaverde.
Em estreia, será exibido no sábado o documentário “A vossa casa”, de João Mário Grilo, sobre o arquitecto Raul Lino.
No âmbito daquele apoio financeiro, que totaliza 900 mil euros, foram também apoiados “Se eu fosse ladrão... roubava”, de Paulo Rocha, o documentário “O Porto visto por Álvaro Siza”, de José Fonseca e Costa, e “Cem mil cigarros”, de Pedro Costa, ainda inéditos em sala ou em produção.
A Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu ainda outros apoios no âmbito de programas dedicados às artes performativas, que incluíram cinema, no valor de 600 mil euros, a autores como João Salaviza e Marco Martins.
Dos programas de criação “Estado do Mundo”, “Distância e proximidade” e “Próximo Futuro”, ao longo destes cinco anos, foram aplicados cerca de 350 mil euros e apoiados realizadores como Tiago Hespanha, Leonor Noivo e Margarida Cardoso, segundo dados fornecidos pela Fundação à agência Lusa.
O ciclo de filmes a exibir no próximo fim-de-semana inclui ainda uma curta-metragem “Exposição Raul Lino” (1970), de António Campos, “Tapete Voador”, de José Mário Grilo, e “O tempo passa”, de Alberto Seixas Santos.
Na década de 1960, a Fundação Calouste Gulbenkian apoiou o movimento do novo cinema português, atribuiu bolsas de estudo no estrangeiro e ajudou à criação de uma cooperativa de cinema. À época, apoiou realizadores como Fernando Lopes, Manoel de Oliveira, António-Pedro Vasconcelos e João César Monteiro.

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