Antes de a cortina cair sobre o ano, as praças e a casas estiveram repletas para aproveitar os últimos momentos da Capital Europeia da Cultura (CEC).
Cinco. No pavilhão Multiusos cerca de 500 amadores vimaranenses foram os protagonistas do espetáculo de encerramento na sexta-feira, Então ficamos…. A criação, dirigida por António Durães, foi o resultado de dois anos e quatros meses de projectos artísticos com as diferentes comunidades do concelho. O espetáculo teve sobretudo uma componente musical, com a participação de José Mário Branco, Amélia Muge ou Carlos “Pac Man” Nobre, entre outros. Antes, foi feita a passagem de testemunho simbólica para Marselha (França) e Kosice (Eslováquia) do título de CEC, que as duas cidades ostentarão no próximo ano.
Quatro. Uma contagem decrescente assinalou a meia-noite de sexta-feira em que Guimarães deixava de ser oficialmente CEC. Depois ouviu-se o refrão “It’s the end of the world as we know it” dos REM. Parece um cliché, mas faz sentido num dia em que poucos tinham escapado às conversas sobre o fim do mundo. E assim começou a festa da Guimarães 2012, numa praça da Oliveira que se foi enchendo ao longo da noite e manteve animação até às 4h00 da manhã.
Três. Pelas salas de estar das casas dos vimaranenses passaram durante o dia de sábado mais 30 músicos, e actores, no âmbito do Mi casa es tu casa. Os proprietários das casas abriam as portas à arte, mesmo que não soubessem de antemão quem seria o artista que acolheriam. A lotação era limitada, mas foi preciso acomodar quase todos os que quiseram aos concertos de Noiserv, JP Simões ou Minta. Sentados no chão, ou encostados às paredes, o público foi cabendo.
Dois. Os La Fura dels Baus voltaram à praça do Toural para fechar no sábado à noite o ciclo com o último capítulo do espetáculo de rua que foi percorrendo a cidade ao longo do ano. A praça voltou a estar repleta, ainda que não houvesse tanta gente como na primeira vez, no início do ano. O espetáculo dos catalães acabou com um anti-clímax que deixou muitos espectadores frustrados. Foi curto (cerca de 40 minutos) e a música prolongou-se por alguns minutos após o final da projecção multimédia que o devia concluir, levando o público a pensar que poderia prolongar-se um pouco mais. Face a isso, um elemento da organização viu-se obrigado a anunciar aos microfones que o espetáculo estava terminado, não escapando a uma assobiadela.
Um. Throes e The Shine gastaram os últimos cartuchos da festa na madrugada de sábado. A energia que sobrava foi usada para dançar ao ritmo da contagiante fusão entre rock e kuduro que as duas bandas apresentaram no palco da festa Groia 2012, organizada pela revista Vice e a editora Lovers and Lollipops, num armazém da zona da Caldeiroa, no centro da cidade. Era já quase de dia quando a festa acabou.

Comentar