Pela primeira vez, o actor e realizador Ben Affleck foi nomeado pela Guilda dos realizadores norte-americanos (Directors Guild of America) pelo seu último trabalho, Argo, sobre a revolução islâmica no Irão.
As nomeações foram anunciadas esta terça-feira e servem de antevisão aos Óscares, cujas nomeações são conhecidas esta quinta-feira às 13h30 (hora de Lisboa). Segundo a AFP, desde 1948 só seis dos vencedores destes prémios não receberam o Óscar de Melhor Realizador. Ainda na edição do ano passado o francês Michel Hazanavicius foi premiado pelos realizadores norte-americanos com O Artista e dias mais tarde repetiu a proeza nos Óscares. E, na maioria das vezes, quem leva para casa a estatueta dourada da realização também leva a de Melhor Filme. É que a maioria dos membros da Guilda dos realizadores vota também para os Óscares.
Na edição deste ano, Ben Affleck concorre com Steven Spielberg, que foi escolhido com Lincoln, o filme sobre o presidente republicano norte-americano que foi assassinado em 1865, Kathryn Bigelow, que tem dado que falar com 00:30 A Hora Negra, sobre a caça a Bin Laden, Tom Hooper, que depois de O Discurso do Rei se tem destacado com o musical Os Miseráveis, e Ang Lee, que adaptou para o cinema o romance de Yann Martel, A Vida de Pi, vencedor de um Booker Prize e publicado em mais de 40 países.
A organização distingue ainda as melhores produções de televisão e nesta área os escolhidos para melhor série dramática foram Homeland – Segurança Nacional, Breaking Bad, Mad Men e Newsroom. Louie, A Teoria do Big Bang, Uma Família Muito Moderna, Girls e Rockfeller 30 foram nomeadas na categoria de melhor série de comédia.
A lista completa das nomeações pode ser consultada aqui.
Os vencedores são anunciados a 2 de Fevereiro numa cerimónia em Los Angeles, apresentada pelo realizador e actor Kelsey Grammer.

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