Um grupo de arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) descobriu no complexo arqueológico Plan de Ayutla, em Chiapas, as ruínas daquilo que parece ser um palácio da civilização Maia, com cerca de dois mil anos, anunciou em comunicado o INAH.
"A descoberta constitui a primeira evidência arquitectónica de uma ocupação tão avançada entre as antigas cidades maias da bacia do Alto Usumacinta (no município de Ocosingo)", informa o comunicado, explicando que as ruínas correspondem a um complexo residencial dos anos 50 d.C.. Ao que tudo indica, o palácio estava repartido em quatro divisões. No local, foram também encontrados alguns elementos arqueológicos considerados de elevado valor, como cofres.
Esta descoberta representa a primeira evidência de uma ocupação entre 50 a.C. e 50 d.C. nas antigas cidades maias no Alto Usumacinta. Segundo o director do projeto, Luis Alberto Martos, as evidências mais antigas datavam, até agora, do ano 250 d.C..
Para o grupo de especialistas, esta poderá ser a cidade de Sak T’zi, devido à existência de algumas inscrições encontradas, ou cidade de Ak’e. Sak T’zi refere-se a uma batalha que está retratada nos muros de Bonampal, um dos locais mais importantes da civilização Maia, devido às suas pinturas sobre os rituais de sacrifício, gravadas nas paredes.
Em Chiapas, não é a primeira vez que arqueólogos encontram evidências de ocupação por parte da civilização Maia, conhecida pelos seus avanços na área da escrita, matemática e também astronomia.
Até agora, as ruínas que provam a ocupação maia estão espalhadas por vários países, como México, Honduras, Guatemala e El Salvador. Mas segundo alguns investigadores, a civilização nunca desapareceu por completo. E alguns dialectos ainda são falados em países da América Latina.

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