Ao minuto: a noite de Óscares 2013

Acompanhe nesta página a noite mais longa do cinema norte-americano. A 85.ª edição dos Óscares começa às 17h em Los Angeles (1h em Portugal continental). Os vencedores, os derrotados, as opiniões dos críticos e o chat com os leitores vão passar por aqui.

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Resumindo: a noite terminou com os prémios muito repartidos. Terá sido uma das edições mais divididas dos últimos anos. O filme que mais troféus arrecada é A Vida de Pi, com quatro (realizador, fotografia, banda sonora e efeitos visuais). Com três Óscares há dois filmes: Argo (melhor filme, argumento adaptado e montagem) e Os Miseráveis (actriz secundária, caracterização e mistura de som). Com dois prémios há uma série de filmes, incluindo Django Libertado (actor secundário e argumento). Não se poderá dizer que haja um vencedor destacado, mas há certamente um derrotado claríssimo: Lincoln. O filme de Steven Spielberg estava nomeado para 12 das 24 categorias, e levou para casa duas estatuetas (actor e cenografia). Os leitores do PÚBLICO, na votação online que decorreu nas últimas três semanas, também acertaram numa coisa: no equilíbrio que marcou a 85.ª edição dos Óscares. Se fossem eles a decidir os troféus, na categoria principal teria havido um empate entre Argo e Django Libertado. Dito isto, até para o ano.

Tal como se esperava, Argo conquistou o prémio mais cobiçado da noite: melhor filme do ano. A vitória foi anunciada, de forma surpreendente, pela primeira dama dos EUA, Michelle Obama, que se juntou em directo à cerimónia de Los Angeles a partir da Casa Branca, em Washington.

Nas categorias principais de interpretação, ganham Daniel Day-Lewis, pelo papel em Lincoln, e Jennifer Lawrence, pela participação em Guia para um Final Feliz.

Ang Lee repete a vitótia de 2006 (O Segredo de Brokeback Mountain) e arrecada o Óscar para melhor realizador por A Vida de Pi. Uma vitória surpreendente, que poucos previram (o crítico do PÚBLICO Jorge Mourinha foi um deles).

E Dustin Hoffman disse: "E o Óscar vai para... Mr. Quentin Tarantino." Dezoito anos depois de ganhar com Pulp Fiction, o realizador voltou a ganhar uma estatueta dourada, desta vez  por Django Libertado, para melhor argumento original.

Chris Terrio adaptou The Master of Disguise, escreveu Argo e hoje ganhou o Óscar para melhor argumento adaptado.

Mia Farrow, incendiária no Twitter.

Conan O'Brien antecipa a vencedora na categoria de melhor actriz.

Adele leva para o Reino Unido o Óscar para melhor canção original, por Skyfall.

Performance de Barbara Streisand merece os aplausos de Oprah Winfrey.

A melhor banda sonora é a de A Vida de Pi, de Mychael Danna. A contar: terceiro Óscar para o filme. 

Um dos momentos mais divertidos da noite já chegou ao YouTube. É o diálogo de Mark Walhberg com... Ted, o próprio.

Lincoln, Óscar para melhor cenografia. É o primeiro da noite para o filme de Steven Spielberg sobre o 16.º Presidente norte-americano, numa conturbada fase da história dos EUA, apesar de ser o mais nomeado (12 citações).

Primeiro Óscar da noite para Argo: melhor montagem. "Ben, partilho isto contigo", disse William Goldenberg, dirigindo-se ao "irmão" Affleck.

O 14.º Óscar da gala foi para as mãos da actriz Anne Hathaway, pelo papel secundário em Os Miseráveis, que assim arrecada o seu terceiro troféu da noite.

O actor Channing Tatum partilha fotografia nos bastidores dos Óscares.

Dois acontecimentos inesperados numa única categoria. Primeiro, há um empate: são dois os filmes vencedores para melhor montagem de som. Segundo, 00h30: A Hora Negra é um deles. O filme de Kathryn Bigelow partilha o Óscar com Skyfall. Primeira vitória da noite para ambos.

Andy Nelson, Mark Paterson e Simon Haye subiram ao palco para receberem mais um Óscar para Os Miseráveis, na categoria de melhor mistura de som. É o segundo para o filme de Tom Hooper.

Amor é, como esperado, o melhor filme estrangeiro. "Obrigado a Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva [protagonistas de Amor]. Sem eles, não estaria aqui", agradeceu o austríaco Michael Haneke.

Searching for Sugar Man, que conta a incrível história de Sixto Rodriguez, distinguido com o Óscar para melhor documentário. O filme está comprado para distribuição em Portugal. Quanto ao músico, que apenas editou dois álbuns no início dos anos 1970 e que se transformou, sem saber, numa super-estrela na África do Sul, não esteve na cerimónia. "Rodriguez não está aqui esta noite porque não quis qualquer crédito pelo filme. Isso diz tudo o que há para dizer sobre ele", sublinhou o produtor Simon Chinn.

O prémio para a melhor curta-metragem documentário foi para Inocente.

Óscar para melhor curta-metragem foi para Curfew

O cinquentenário de 007 chega ao Dolby Theatre. Enquanto dura a homenagem e Shirley Bassey canta, recuperamos a rábula que o apresentador Seth MacFarlane gravou com James Bond para antecipar a cerimónia.

Os Miseráveis estreiam-se com o Óscar para melhor caracterização. Lisa Westcott e Julie Dartnell levam a estatuetas. Isto significa que Hitchcock vai para casa de mãos vazias: o filme de Sacha Gervasi só estava nomeado nesta categoria.

Era a favorita e ganhou: Jacqueline Durran, que já tinha arrecadado o Bafta para melhor guarda-roupa, venceu esta noite na mesma categoria. Primeiro Óscar para Anna Karenina.

Segundo Óscar seguido para A Vida de Pi. Vence agora a estatueta para melhores efeitos especiais. Sobem ao palco Bill Westenhofer, Guillaume Rocheron, Erik-Jan de Boer e Donald R. Elliott. Os agradecimentos eram tantos que o discurso não chegou ao fim: foram cortados pela música.

A Vida de Pi, com 11 nomeações, recebe o primeiro Óscar da noite: melhor fotografia, para Claudio Miranda.

Brave - Indomável é o melhor filme de animação. A Pixar volta a vencer nos Óscares.

Paperman pode ser visto online na íntegra. A curta não foi, contudo, disponilizada na Internet de forma oficial pela Disney mas por utilizadores do YouTube.

Segue-se o prémio para melhor curta-metragem de animação. O vencedor é: Paperman, de John Kars.

Vai ser anunciado o primeiro prémio da noite, o Óscar para melhor actor secundário. Anuncia e entrega a actriz Octavia Spencer, galardoada nesta categoria, entre mulheres, em 2012. E o Óscar vai para Christoph Waltz, no filme Django Libertado. É o segundo triunfo deste austríaco, nesta categoria.

Mia Farrow não gostou do número musical de Seth MacFarlane no monólogo de abertura, We saw your boobs.

Começou a cerminónia. E ao contrário do que era habitual, o anfitrião não protagonizou um mini-musical no arranque

Aparentemente há problemas no chat aqui ao lado, por razões a que somos alheios. A alguns pode estar a aparecer uma mensagem de alerta a dizer que o servidor do Coveritlive, que presta este serviço de chat, está com muito trabalho nesta noite e, por isso, instável. 

E o Óscar de melhor filme vai para... Se fossem os leitores do PÚBLICO online a decidir, este prémio seria dividido ao meio: metade iria para Argo, outra metade para Django Libertado. O resto dos resultados nas 24 categorias está aqui

Boa noite, sejam bem-vindos à noite dos Óscares no PÚBLICO online

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