Actores e figurantes recriaram a mais famosa das pinturas de Rembrandt van Rijn, A Ronda da Noite, que ocupa um lugar de destaque no museu agora renovado.
Quando soou o alarme no centro comercial, dezenas de clientes assistiram, atónitos, à reconstituição de uma perseguição policial do século XVII, com todos os intervenientes trajados a rigor. Não faltaram, sequer, o capitão Frans Banninck e o seu tenente, nem a menina de cabelos loiros que, no original, Rembrandt mergulha numa luz dourada incrível. E há ainda militares a correr pelos corredores, de lança na mão, homens a descer por cordas e criadas aflitas a perseguir galinhas.
No fim, o ladrão é apanhado, uma moldura desce do tecto do edifício e o grupo junta-se como na pintura de Rembrandt. A Ronda da Noite nada tem a ver com perseguições policiais, mas aqui o rigor histórico é o que menos interessa. O importante é levar as pessoas ao Rijksmuseum para ver a verdadeira.

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