O filme de Solveig Nordlund, “A Morte de Carlos Gardel”, primeira adaptação ao cinema de uma obra de António Lobo Antunes, conquistou o prémio da crítica na 30ª edição do Festival Cinematográfico Internacional do Uruguai, que aconteceu em Montevideu, entre 29 de Março e domingo.
De acordo com a produtora Fado Filmes, o filme foi considerado, entre 12 candidatos em competição, a melhor longa-metragem ibero-americana pelo júri FIPRESCI (Federação Internacional de Imprensa de Cinema), uma distinção atribuída pela crítica especializada.
O filme será agora apresentado nos Estados Unidos durante a 28ª edição do Chicago Latino Film Festival, que acontece entre 13 e 26 de Abril, e contará com a presença da realizadora Solveig Nordlund.
O festival, organizado pelo International Latino Cultural Center of Chicago, apresentará filmes da América Latina, Brasil, Espanha e Portugal em várias salas da cidade.
“A Morte de Carlos Gardel” (2011), sexta longa-metragem de Solveig Nordlund, protagonizado por Ruy de Carvalho, Joana de Verona, Elmano Sancho e Albano Jerónimo, estreou em Portugal a 22 de Setembro de 2011 e conta a história de Nuno, um toxicodependente de dezoito anos.
Enquanto o jovem está em coma, o filme mostra a sua infância perturbada e o presente, com membros da família a imaginar como a vida poderia ter sido se o tivessem acompanhado mais.
Nascida em Estocolmo, mas radicada em Portugal, a realizadora Solveig Nordlund, 68 anos, realizou dois documentários sobre António Lobo Antunes, em 1997 e em 2010.
Dividindo agora o seu percurso entre o cinema e o teatro, trabalhou no passado como assistente de realização de Manoel de Oliveira, Alberto Seixas Santos e João César Monteiro.
A realizadora tem revelado uma predilecção pela adaptação de obras literárias e já transportou para o cinema textos de J. G. Ballard, Henning Mankell, Grete Roulund ou Richard Zimler.
Realizou filmes como “Aparelho Voador a Baixa Altitude” (2002) e “A Filha” (2005).

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