CONHECER O CORPO HUMANO DA CABEÇA AOS PÉS

Para viver com saúde é fundamental conhecer o corpo humano e o seu funcionamento. Concebida por investigadores internacionais, a colecção Atlas do Corpo Humano, que o PÚBLICO agora edita, propõe uma viagem pelo organismo. Da cabeça até aos pés, os 15 livros da colecção permitem desvendar os mistérios de todos os tecidos, órgãos e sistemas que formam o corpo humano e conhecer as suas características e principais afecções. Com uma linguagem simples, objectiva e rigorosa e inúmeras ilustrações a cores, o Atlas do Corpo Humano constitui um guia essencial do organismo. Todas as segundas-feiras com o PÚBLICO por mais 9,90 euros

O 12.º volume do Atlas do Corpo Humano apresenta vários procedimentos a que a medicina actual recorre para combater doenças, aliviar a dor ou obter a cura definitiva. Desde as técnicas de diagnóstico mais comuns às principais estratégias terapêuticas, explica ao leitor como é que determinada doença pode ser diagnosticada e tratada.
As técnicas de diagnóstico podem ser de dois tipos: não invasivas ou invasivas (consoante exista ou não necessidade de intervir no interior do organismo do doente). E, além delas, o diagnóstico também pode requerer a realização de exames cutâneos, nomeadamente no caso de algumas doenças infecciosas ou na identificação de alergias.
Os métodos não invasivos incluem o facto de o médico ouvir o doente a expor os seus sintomas e o uso de técnicas de imagem, nomeadamente ultra-sons (ecografia), raios X (radiografia, mamografia) ou impulsos eléctricos (electroencefalograma, electrocardiograma). Desde a descoberta da radiação electromagnética (isto é, raios X) em 1895, as técnicas de imagem desempenham um importante papel no diagnóstico, sendo úteis para avaliar o funcionamento de órgãos difíceis de analisar através de métodos invasivos, como o cérebro e o coração.
Por sua vez, as técnicas invasivas são utilizadas para obter informações sobre o estado de órgãos internos. É o caso da endoscopia, método a que se recorre para explorar o esófago, o estômago, os pulmões, os intestinos, o canal anal ou a bexiga. Além dela, o diagnóstico também pode exigir o recurso a procedimentos cirúrgicos menores - biopsia, histeroscopia, artroscopia, fetoscopia, amniocentese - para investigar e analisar doenças dos tecidos, dos ossos ou relacionadas com o feto, durante a gravidez.
Por último, os exames cutâneos verificam a sensibilidade do organismo em relação a diferentes microrganismos e alergénios colocados em contacto com a superfície do corpo ou introduzidos na pele. Por exemplo, a prova de Mantoux (ou prova de tuberculina) utiliza um derivado proteico purificado (PPD) do Mycobacterium tuberculosis e, se o doente esteve exposto à tuberculose, o PPD vai activar os anticorpos entretanto produzidos pelo organismo, provocando uma reacção cutânea local com um endurecimento palpável. Assim, o diagnóstico que resulta destes exames varia de acordo com a reacção observada.

Tratamentos para...
Infecções
O tratamento de infecções pode ser feito mediante a administração de fármacos, como antibióticos, penicilinas, antifúngicos ou antivirais. Consoante as suas características, estes permitem, por um lado, destruir as bactérias, vírus, parasitas, helmintos ou fungos, ou, por outro, evitar a multiplicação dos microrganismos invasores, possibilitando ao organismo desenvolver a sua resposta imunitária. Assim, enquanto os antibióticos são utilizados para combater a infecção bacteriana e actuam quer através da destruição dos gérmenes presentes no organismo (antibióticos bactericidas), quer evitando a sua multiplicação (antibióticos bacteriostáticos), as penicilinas são um tipo de antibiótico específico para matar bactérias. Por sua vez, os antifúngicos são utilizados para tratar infecções por fungos (tinha, candidíase, pé de atleta) e os antivirais são aplicados no tratamento de infecções virais ou respectiva prevenção (a maioria dos vírus não lhes responde, excepto o herpes simples, o herpes zóster e, em parte, a gripe).
JÁ EDITADO

Livro 1
Células, Tecidos e Sistemas (I) - esquelético e muscular
6 de Novembro

Livro 2
Sistemas (II) - linfático, imunitário, nervoso, nervoso autónomo e circulatório
13 de Novembro

Livro 3
Sistemas (III) - respiratório, urinário, digestivo, reprodutor e endócrino - e a Pele
20 de Novembro

Livro 4
A Cabeça (I) - O Crânio, o Rosto, o Encéfalo e a Boca
27 de Novembro

Livro 5
A Cabeça (II) - A Boca (2), Os Olhos, o Ouvido e o Nariz
4 de Dezembro

Livro 6
Tronco e Tórax
11 de Dezembro

Livro 7
Abdómen
18 de Dezembro

Livro 8
Rins e Órgãos Reprodutores
24 de Dezembro

Livro 9
Extremidades
31 de Dezembro

Livro 10
A Mente
8 de Janeiro

Livro 11
O Ciclo Vital
15 de Janeiro

A EDITAR

Livro 12
Diagnósticos
e Tratamentos
22 de Janeiro

Livro 13
Doenças Infecciosas
29 de Janeiro

Livro 14
Sintomas (I)
5 de Fevereiro

Livro 15
Sintomas (II)/Índices
12 de Fevereiro

Através da análise das diferentes substâncias presentes no sangue, é possível conhecer o estado do sistema imunitário ou verificar a existência ou progressão de uma doença. Antes de mais, o sangue pode ser classificado em grupos ou tipos (A, B, AB ou O, respectivamente Rh positivo ou, mais raro, Rh negativo) de acordo com os antigénios que se encontram nos glóbulos vermelhos. Esta tipificação assegura o êxito das transfusões de sangue, porque a mistura de tipos incompatíveis provoca uma aglutinação dos glóbulos vermelhos, que bloqueia os vasos sanguíneos e leva à morte. Na análise de sangue, é frequente ser solicitado um hemograma, isto é, uma contagem sanguínea que determina o número e proporção de glóbulos vermelhos (hemácias), leucócitos e plaquetas de sangue, complementada com a identificação do nível de hemoglobina. A contagem, realizada electrónica ou microscopicamente, pode permitir diagnosticar uma infecção (grande número de leucócitos) ou uma lesão da medula óssea (baixo número de leucócitos). Além disso, também pode ser analisada, por exemplo, a quantidade de glucose (ou seja, açúcar) no sangue. Caso o paciente registe um nível baixo (hipoglicémia), poderá sentir fome, fraqueza e cansaço, ter dores de cabeça, sentir-se suado e enjoado ou, até, entrar em coma. Por sua vez, o excesso de açúcar no sangue (hiperglicémia) pode ser um sinal de diabetes.

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