As primeiras denúncias de venda de armas portuguesas para o Irão começaram em 1980. Na edição de 11 de Novembro daquele ano, o diário Portugal Hoje titulava: “Uma hipótese que compromete a neutralidade do nosso país, armas portuguesas para o Irão”. O tráfico de armas para aquele país é agora apontado como um dos motivos da sabotagem do Cessna que, em 4 de Dezembro de 1980, caiu em Camarate. O alvo do atentado seria o ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, que se opunha aqueles negócios. O primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro encontrou a morte porque, à última hora, escolheu aquele aparelho para rumar ao Porto.