O presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, anunciou quarta-feira em comunicado a criação de um Conselho Consultivo para a Ciência e Tecnologia.
Trata-se de um grupo “independente e informal de destacados peritos” de ciência e tecnologia oriundos dos meios académico e empresarial, bem como da sociedade civil, lê-se ainda no documento da CE.
Quinze nomes de 14 países, de dentro e fora da União Europeia (UE), foram escolhidos por Durão Barroso em conjunto com Anne Glover, bióloga britânica recentemente nomeada conselheira científica principal da Comissão. Entre eles, a cristalógrafa israelita Ada Yonath, que recebeu o Nobel da Química em 2009, o matemático francês Cédric Villani, laureado da Medalha Fields em 2010, o climatologista alemão Hans-Joachim Schellnhuber, a química italiana Roberta Sessoli e o biólogo português Alexandre Quintanilha.
Um assistente de Glover disse ao site da revista Science que “a ideia é [o conselho] ter uma visão de conjunto e aconselhar o presidente sobre como estimular os debates em torno da ciência na sociedade”.
Peter Tindemans, secretário-geral da Euroscience – uma associação de cientistas europeus –, disse ao mesmo site noticioso que há ainda uma outra prioridade: a de construir uma rede de conselheiros científicos nacionais, capazes de “convencer” os diversos governos da importância de “estabelecer uma ponte entre a ciência e a política de alto nível da UE”. O grupo reunir-se-á três a quatro vezes por ano, será presidido por Glover e reportará directamente a Durão Barroso.

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