Cento e vinte cientistas estão reunidos no Porto, até quarta-feira, na II Assembleia geral do MarBEF, uma rede europeia de 56 institutos de investigação que pretende reunir e aprofundar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha.
Segundo Isabel Sousa Pinto, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), a Marine Biodiversity and Ecossystem Functioning (MarBEF) é uma "rede de excelência" europeia criada em 2004 e com um orçamento financiado pela Comissão Europeia de dez milhões de euros para cinco anos.
No encontro no Porto, os 120 participantes vão avaliar o primeiro ano de actividade e afinar estratégias para o próximo ano.
Portugal está representado pelo CIIMAR, ligado à Universidade do Porto, e pelo Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
De acordo com Isabel Sousa Pinto, o objectivo da MarBEF é "organizar toda a investigação" que está a ser desenvolvida pela comunidade científica europeia nesta matéria, integrando os dados actualmente dispersos pelos vários institutos.
Ao potenciar a cooperação entre institutos pretende-se produzir mais conhecimento e "permitir aos gestores e responsáveis na área das pescas e ambiente desenvolver melhores políticas e possuir mais dados para apoiar as suas decisões".
Instituições portuguesas com "problema de financiamento
Em Portugal são várias as instituições que se dedicam à investigação da biodiversidade marinha - no Porto, em Aveiro, Lisboa e Algarve - e que desenvolvem já um trabalho de qualidade, salientou Isabel Sousa Pinto.
Contudo, os apoios disponíveis são "talvez menos bons do que noutros países", existindo "algum problema de financiamento".
No caso específico do CIIMAR, a investigação desenvolvida centra-se ao nível da zona costeira, ecologia, biodiversidade e aquacultura, com o objectivo de tentar reduzir as agressões ao ambiente.
A Universidade dos Açores centra os seus interesses na conservação e nos ecossistemas, dedicando-se à investigação do mar profundo.

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