Petição contra megabarragem na Amazónia tem 350.000 assinaturas

Índios protestam contra a barragem de Belo Monte, a 19 de Junho, no Rio de Janeiro Ricardo Moraes/Reuters

O chefe índio brasileiro Raoni, defensor da Amazónia, recebeu nesta terça-feira apoio internacional com a entrega de uma petição com 350.000 assinaturas contra a construção da megabarragem de Belo Monte, num afluente do Amazonas, no Norte do Brasil.

“Belo Monte é um combate simbólico à margem da conferência da ONU Rio+20, que debate o desenvolvimento sustentável. Este mega-projecto, que polui e inunda, não faz sentido”, disse à agência AFP Gert-Peter Bruch, presidente da organização não governamental Planeta Amazonas, responsável pela iniciativa da petição.

A petição foi lançada na Internet a partir de França e recebida por Raoni na presença de centenas de índios Kayapos e de outras etnias durante a sua assembleia anual Terra Livre, no Aterro do Flamenco, uma contra-cimeira organizada pela sociedade civil para protestar contra a Rio+20.

Belo Monte é a primeira de uma dezena de barragens que o Governo brasileiro quer construir para garantir o abastecimento de energia que a sexta maior economia do mundo precisa para crescer.

Com um custo estimado em 13 mil milhões de dólares, a construção da barragem vai implicar a inundação de 502 quilómetros quadrados. As terras dos povos índios não serão afectadas, mas a barragem arrisca-se a perturbar um dos seus meios de subsistência: a pesca.

Na segunda-feira, centenas de índios da Amazónia protestaram em frente ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), no Rio de Janeiro, contra os grandes projectos que financia, entre eles, Belo Monte.

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