Desflorestação da Amazónia diminuiu 49% entre Abril e Julho

A redução é relativa ao período de Abril a Julho Bruno Domingos / Reuters

A desflorestação na floresta da Amazónia diminuiu 49% no período de Abril a Julho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, divulgou nesta quinta-feira o Ministério do Meio Ambiente brasileiro.

De acordo com os dados reunidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre Abril e Julho verificou-se uma desflorestação de 650 quilómetros quadrados de floresta, com destaque para as áreas que ocupam os estados do Mato Grosso e Pará, no Brasil. A maior parte da desflorestação verificada resultou da expansão da fronteira agropecuária na região.

Contudo, o INPE destaca que os números não são inteiramente comparáveis, uma vez que o índice de visibilidade do terreno varia muito a cada período em função da nebulosidade.

Exploração das florestas no Brasil

A Câmara dos Deputados brasileira adoptou, em Abril, uma lei polémica sobre a exploração das florestas do país, considerada catastrófica por alguns defensores do Ambiente por aliviar as exigências aos madeireiros, por exemplo.

Esta nova legislação concede uma amnistia aos autores de abates ilegais de floresta antes de Julho de 2008 e autoriza a instalação de explorações nas zonas desflorestadas.

Inicialmente, a lei estava destinada a impedir a desflorestação ilegal e a favorecer a sobrevivência da floresta virgem tropical da Amazónia, um dos pulmões verdes do planeta. Mas, pelo contrário, foram os defensores de uma diminuição dos controlos à exploração florestal que ganharam no Parlamento.

Segundo o Observatório do Clima, uma rede de 26 organizações não governamentais criada em 2002, o Código Florestal brasileiro ameaça 690.000 quilómetros quadrados de floresta, o que impede o Brasil de atingir o seu objectivo de reduzir a desflorestação em 80%.

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