Camarões querem enviar 2500 homens para parques nacionais e evitar matança de elefantes

Centenas de elefantes são abatidos todos os anos por causa do marfim Roberto Schmidt/AFP

Seis meses depois da matança de mais de 300 elefantes por caçadores furtivos num parque nacional dos Camarões, o Governo daquele país anunciou a contratação de 2500 rangers nos próximos cinco anos.

Entre Janeiro e Março deste ano, caçadores furtivos armados invadiram o Parque Nacional Bouba N’Djida, nos Camarões, e mataram mais de 300 elefantes, por causa do marfim.

Desde então, o Governo reforçou a segurança do parque com 60 novos guardas, dois dos quais já foram entretanto feridos durante uma perseguição no parque.

Agora, os Camarões anunciaram a contratação de 2500 rangers nos próximos cinco anos e a criação de uma nova autoridade nacional para as áreas protegidas, segundo a organização Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês).

Durante uma visita recente ao programa de treino dos novos guardas, o ministro das Florestas e Vida Selvagem dos Camarões, Ngole Philip Ngwese, disse contar com eles para travar os massacres a elefantes em Bouba N’Djida. “Mal podemos esperar por vos ter no terreno para que juntos possamos lutar por aquilo que é de todos. Ao proteger a biodiversidade, uma das riquezas dos Camarões, estarão a trabalhar para a nação”, disse o ministro.

Centenas de elefantes são abatidos todos os anos por causa do marfim, produto muito procurado nos mercados asiáticos. Recentemente foi noticiado o abate de 30 elefantes no Chade.

“Os caçadores furtivos são hoje sofisticados, globais e perigosos. Estão a invadir os nossos países, não apenas matando os animais mas também os guardas de natureza e espalhando o terror entre as populações”, disse Basile Yapo, director da WWF nos Camarões, em comunicado. “Os Camarões fizeram bem em alocar recursos adicionais para resolver este problema de segurança nacional”, acrescentou.

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